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França/Ghosn

Conselho de administração da Nissan afasta Carlos Ghosn

Le PDG de Renault-Nissan, Carlos Ghosn, le 25 avril 2016 en à Pékin.
Le PDG de Renault-Nissan, Carlos Ghosn, le 25 avril 2016 en à Pékin. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

O conselho de administração da Nissan afastou nesta quinta-feira (22) o executivo franco-líbano-brasileiro Carlos Ghosn, CEO da empresa suspeito de malversação e sonegação fiscal. O voto dos sete membros do conselho foi unânime.

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De acordo com a agência Kyodo, o diretor-geral da Nissan, Hiroto Saikawa, substituirá Ghosn temporariamente, mas a vaga de presidente do conselho de administração da empresa está aberta.

A Renault, que integra a aliança com a Nissan e a Mitsubishi, havia pedido ao conselho que adiasse a decisão. O ex-CEO do grupo estava há 20 anos na empresa e foi “arquiteto” da parceria entre a Renault e a Nissan. Ele está preso no Japão desde segunda-feira (19).

Nesta quinta-feira, a Promotoria do país confirmou a decisão da Justiça que o manterá dez dias detido. Carlos Ghosn está sozinho em uma cela, não pode telefonar ou receber e-mails, e tem direito a apenas uma visita de 15 minutos por dia.

Comitê especial de administração

A Nissan acusa o executivo de ter dissimulado uma parte de seu salário em documentos entregues às autoridades financeiras do Japão, e ter utilizado recursos da montadora para adquirir bens pessoais. A Nissan anunciou que poderá implantar um “comitê especial de administração”, que proporá um novo CEO, do qual fará parte a diretora Keiko Ihara e Jean-Baptiste Duzan, membro do comitê da direção.

Nesta terça-feira (20) à noite, o conselho de administração da Renault optou por não destituir oficialmente o executivo, à espera de novos elementos que embasem as acusações. Por enquanto, o grupo criou uma direção provisória.

 

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