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Papa/celibato

"Celibato não é uma opção", defende papa Francisco

O papa Francisco na basílica de São Pedro, em 1° de janeiro de 2019.
O papa Francisco na basílica de São Pedro, em 1° de janeiro de 2019. REUTERS/Tony Gentile

O papa Francisco rejeitou claramente nesta segunda-feira (28) o questionamento do celibato dos padres em vigor no catolicismo romano. Segundo ele, isso não pode ser "uma opção".

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A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa no avião em que viajava de volta a Roma. "Pessoalmente, penso que o celibato é um presente para a Igreja. Em segundo lugar, eu não concordo em permitir que o celibato seja opcional", declarou o papa, questionado sobre o possível casamento de padres ou a ordenação de homens casados dentro do rito romano da Igreja Católica.

No entanto, ele disse que a questão está sendo considerada “para lugares muito remotos", mencionando as ilhas do Pacífico ou a Amazônia, quando "existe uma necessidade pastoral". "É algo em discussão com os teólogos, não é uma decisão minha", disse, sem entrar em detalhes. O tema será discutido em outubro de 2019 no próximo concílio, dedicado à Amazônia, onde há poucos padres locais.

Os católicos da igreja oriental admitem a ordenação como padres de homens casados. No rito romano, respeitado pela maioria dos católicos, a prática é rejeitada. Francisco usou uma frase do papa Paulo VI sobre o celibato para defender sua posição. “Prefiro doar minha vida a mudar a lei do celibato”, citou o pontífice. “Essa frase é corajosa e foi dita em 1968, um momento difícil”, declarou, em alusão aos movimentos estudantis.

Celibato surgiu na Idade Média

Os textos bíblicos indicam que os primeiros apóstolos eram casados, como é o caso de Pedro, que tinha uma sogra. A obrigação do celibato entre os padres surgiu apenas no século 11. Em março de 2017, o papa Francisco disse que “pensaria” na possibilidade de ordenar homens maduros que já eram casados e envolvidos com a igreja e comunidade, mas excluiu a abertura para jovens e todas as mulheres.

 

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