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Venezuela/crise

Venezuela: Guiadó organiza caravana para buscar ajuda humanitária

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, parte nesta quinta-feira de Caracas em caravana com deputados opositores rumo à fronteira com a Colômbia
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, parte nesta quinta-feira de Caracas em caravana com deputados opositores rumo à fronteira com a Colômbia REUTERS/Manaure Quinter

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, parte em caravana nesta quinta-feira (21) até a fronteira com a Colômbia para supervisionar a entrada da ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos. Reconhecido por cerca de 50 países como presidente interino da Venezuela, Guaidó viajará com deputados opositores. O comboio partirá às 7h, no horário de Brasília.

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Guaidó anunciou que cerca de um milhão de voluntários vão buscar os mantimentos em vários pontos nos estados de Táchira, no oeste, e Bolívar, no sul, nas fronteiras com Cúcuta, na Colômbia, e Roraima, no Brasil. Nos locais há centros de distribuição de remédios e alimentos enviados pelos EUA. "Devemos abrir o canal humanitário seja como for", reiterou Guaidó, que escolheu o dia em que completa um mês de sua autoproclamação como presidente para organizar a operação.

Nesta sexta-feira (22), os Estados Unidos organizarão em Cúcuta um megaconcerto perto da ponte binacional de Tienditas para arrecadar US$ 100 milhões. "É um show barato. Donald Trump não sabe onde fica a Venezuela. Inventaram uma suposta ajuda humanitária de comida podre, cancerígena e querem introduzi-la à força", disse Maduro, assegurando que o presidente americano planeja uma invasão militar no país.

Em contrapartida, o governo de Maduro anunciou shows para sexta, sábado e domingo na outra extremidade da mesma ponte, que liga Cúcuta a Ureña, no departamento de Táchira. Maduro também ordenou os militares que bloqueiem a ponte com contêineres de caminhões e suspenda o tráfego de mercadorias nos portos do país.

O presidente venezuelano também determinou o cessar do tráfego aéreo privado e de voos comerciais - além do marítimo - com Aruba, Bonaire e Curaçao, ilhas onde também a ajuda é armazenada. Em resposta à ofensiva do opositor, o governo de Maduro fará jornadas de assistência médica gratuitas na fronteira e distribuirá cerca de 20 mil caixas de alimentos a moradores de Cúcuta.

Guaidó, que também é chefe do Legislativo, convocou manifestações no sábado para acompanhar várias caravanas que vão buscar alimentos e uma mobilização nas guarnições militares. O presidente socialista também pediu a seus seguidores que participassem de protestos no mesmo dia, em todo o país. "O povo ocupa as ruas", declarou.

Em reação ao que considera uma ameaça, o governo de Maduro convocou os 46 países que o apoiam na ONU, como China, Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e Nicarágua, a pedirem juntos ao secretário-geral da organização, António Guterres, que "freie todos os chamados a uma solução militar" para pôr um fim à crise na Venezuela.

Air France cancela voo para Caracas

A Air France vai suspender por pelo menos até segunda-feira seus voos para Caracas, por questões de segurança. O anúncio foi feito nesta quinta-feira por um porta-voz da companhia aérea. A medida é pontual e atinge os voos de 23, 24 e 25 de fevereiro. A Air France assegura os voos para Caracas cinco dias por semana, saindo de Paris, e já havia cancelado seus voos em julho de 2017.

 

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