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Cuba/referendo

Mais de 80% dos cubanos foram às urnas dizer "sim" ou "não" ao socialismo

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, durante votação do referendo para aprovar a reforma constitucional em Havana, Cuba, em 24 de fevereiro de 2019.
O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, durante votação do referendo para aprovar a reforma constitucional em Havana, Cuba, em 24 de fevereiro de 2019. Ramon Espinosa/Pool via REUTERS

Mais de 80% dos cubanos votaram neste domingo (24) para uma nova Constituição no país, que reafirma o socialismo como sistema político "irrevogável". Os resultados preliminares serão divulgados nesta segunda-feira (25).

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As cerca de 25 mil seções eleitorais fecharam as portas às 18h no horário local (20h em Brasília). De acordo com o último boletim da Comissão Eleitoral, divulgado às 17h locais (19h de Brasília), 81,53% dos 8,6 milhões de habilitados tinham exercido o direito ao voto, que é voluntário na ilha.

Depois de votar, o presidente Miguel Díaz-Canel manifestou seu apoio à Venezuela. “Votamos pela nossa Constituição, mas também pela Venezuela, porque a dignidade do continente está em jogo”, declarou. Segundo o jornal oficial Granma, Raúl Castro, primeiro secretário do Partido Comunista (PCC, único) "exerceu seu direito ao voto" na manhã de domingo sem dar declarações.

Na mira de Washington, assim como Maduro, Díaz-Canel disse à imprensa que a América Latina está "vivendo um momento de ameaça imperial", e condenou a presença dos presidentes de Colômbia, Chile e Paraguai no sábado na fronteira da Colômbia com a Venezuela. "Quem esses presidentes estavam apoiando?”, questionou, citando o senador republicano pela Flórida, Marco Rubio, duro crítico da revolução cubana e muito próximo do presidente Donald Trump.

Rubio, que é de origem cubana, disse neste domingo que o referendo é "outra manobra que a ditadura cubana usa para se apegar ao poder." O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, também publicou uma mensagem no Twitter dizendo que "o referendo constitucional de Cuba é outra estratégia do regime cubano para acobertar sua repressão e tirania. Os Estados Unidos apoiam os chamados de liberdade e democracia do povo cubano".

Socialismo

Em Miami, Trump disse na segunda-feira passada que "os dias do socialismo e do comunismo estão contados na Venezuela, na Nicarágua e em Cuba”, países que sua administração aponta como "a troica da tirania". A nova Constituição, que substituiria a de 1976, reconhece o mercado e o investimento privado e externo como agentes na reforma da economia de viés soviético e com muitas carências, mas sempre sob a orientação do governista e único Partido Comunista.

A oposição cubana pediu que a população escolhesse o “não” no referendo. "É um 'não' a um regime que busca se perpetuar no poder", declarou o opositor José Daniel Ferrer. Votar contra o texto é, ainda, "a única oportunidade que o povo teve em anos de dizer 'não'", acrescentou.

O governo está apostando na vitória maciça do "sim", que requer 50%+1 do colégio eleitoral. A Constituição de 1976 foi aprovada por 97,7% dos votantes e a reforma constitucional de 2002 para tornar o socialismo "irrevogável" obteve 99,3%.

Na hipótese de que o "não" vença, um cenário político sem precedentes em 60 anos de revolução, a Constituição de 1976 continuaria em vigor e o governo teria que adequar as normas para dar base legal às reformas em curso. Alzugaray avaliou que a nova Constituição terá entre "70% e 80%" dos votos válidos: "A sociedade mudou e esta mudança vai se refletir no voto".

(Com informações da AFP)

 

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