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Coreia/Guerra

Seul: Sul-coreanos conservadores protestam contra o fim da guerra da Coreia

Manifestação do Partido dos Patriotas no centro de Seul, em 26 de fevereiro de 2019.
Manifestação do Partido dos Patriotas no centro de Seul, em 26 de fevereiro de 2019. REUTERS/Kim Hong-Ji

A segunda cúpula entre Kim Jong-um e Trump começa nesta quarta-feira (27) em Hanói, no Vietnã. Um dos assuntos presentes no menu do encontro será uma declaração que encerraria formalmente a Guerra da Coreia. Com efeito, apenas um armistício foi assinado em 1953 e, tecnicamente, a Coreia do Norte, os EUA e a Coreia do Sul ainda estão em guerra.

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Frédéric Ojardias, correspondente da RFI em Seul

Na Coreia do Sul, mesmo se o governo dá muito apoio ao fim do conflito, cidadãos conservadores estão se posicionando contra o fim do confronto. Vários desertores norte-coreanos gritam sua raiva e preocupação sob a estátua do Almirante Yi Sun-shin, no centro de Seul.

O refugiado Kim Seong-min conclama Donald Trump a falar sobre direitos humanos na cúpula em Hanói, no Vietnã: "Donald Trump, peça para Kim Jong-un fechar os campos de prisioneiros políticos! Mas se Kim e Trump declararem o fim da guerra durante o encontro, a Coreia do Norte exigirá a saída das tropas norte-americanas da Coreia do Sul. O regime tentará fazer do sul um país comunista. Kim Jong-un também quer nos escravizar!”, diz o homem.

Retratos rasgados

Os manifestantes rasgaram na sequência retratos de Kim Jong-un. Cho Won-jin, presidente do Partido de patriotas coreanos, é o organizador do evento: "A declaração de acabar com a guerra sem abandonar as armas nucleares é uma armadilha da Coreia do Norte. Isso causará a partida das tropas norte-americanas. O presidente sul-coreano quer que acreditemos que isso constituirá a paz, mas não é verdade”, argumenta.

Reviravolta inesperada

Numa reviravolta política bastante inesperada, os progressistas sul-coreanos, antes bastante contrários a Trump, agora elogiam a política de envolvimento do presidente dos EUA em relação a Kim Jong-un. E são os conservadores sul-coreanos que compartilham o ceticismo dos democratas norte-americanos.

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