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EUA fecham consulado em Jerusalém, piorando relações com palestinos

O antigo Consulado-Geral dos Estados Unidos em Jerusalém
O antigo Consulado-Geral dos Estados Unidos em Jerusalém REUTERS/Ammar Awad

Os Estados Unidos fecharam nesta segunda-feira (4) as portas de seu consulado-geral em Jerusalém, colocando fim a uma história diplomática de 175 anos. A instituição era responsável pelo atendimento dos palestinos, que ficarão, a partir de agora, sob a tutela da embaixada dos Estados Unidos em Israel.

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Guilhem Delteil, correspondentes da RFI em Jerusalém

Os funcionários do antigo consulado-geral serão transferidos à embaixada e integrarão uma “unidade para as relações palestinas”. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, justificou a decisão falando de um “problema de eficiência”. Ele também ressaltou que “isso não significa uma mudança de política dos EUA em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza”. Entretanto, os especialistas enxergam no ato uma forte mensagem política.

Os EUA, com essa ação, afirmam que a Palestina não passa de um detalhe em comparação com suas relações com Israel. Donald Trump, que nunca deu apoio à procura por uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos, se afasta ainda mais do problema. 

Diversas personalidades já protestaram contra o fechamento do consulado-geral. Hanane Ashraoui, uma das dirigentes da Organização da Liberação da Palestina, denuncia um “ataque político contra a identidade e os direitos dos palestinos”. Já Saëb Erakat, negociador-chefe palestino para o conflito com Israel, vê o fim do papel histórico dos EUA como mediador na região.

Relações deterioradas

Após o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por Donald Trump em dezembro de 2017, os dirigentes palestinos têm se recusado a se encontrar com as autoridades americanas. Em janeiro de 2019, todos os programas dos EUA de ajuda ao desenvolvimento da Palestina foram cortados, com a entrada em vigor da lei “Anti-Terrorism Clarification Act” – a legislação ameaça abrir um processo caso os palestinos continuem a receber financiamento americano.

As relações entre a Autoridade Palestina e a administração Trump, já desgastadas, tendem a piorar com o fechamento do consulado-geral. A “unidade para as relações palestinas” da embaixada dos EUA em Israel ficará sob o comando de David Friedman, que apoia do movimento de colonização israelense na Cisjordânia.

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