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Boeing/acidente

Pilotos respeitaram normas, diz relatório sobre acidente com 737 MAX da Ethiopian Airlines

Caixa com as caixas pretas do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines fora da sede da agência francesa de investigação de acidentes aéreos BEA em Le Bourget, norte de Paris, França, 14 de março de 2019.
Caixa com as caixas pretas do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines fora da sede da agência francesa de investigação de acidentes aéreos BEA em Le Bourget, norte de Paris, França, 14 de março de 2019. REUTERS/Philippe Wojazer/File Photo

Os pilotos do Boeing 737 MAX da companhia Ethiopian Airlines, que caiu no dia 10 de março perto de Adis Abeba, respeitaram os procedimentos de emergência para evitar a queda do avião. A informação foi dada nesta quinta-feira (4) pelo ministro dos Transportes etíope, Dagmawit Moges, durante a apresentação do primeiro relatório sobre o acidente.

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Durante uma coletiva de imprensa, o ministro declarou que a tripulação efetuou todos os procedimentos detalhados pelo construtor mas não conseguiu controlar o avião. As regras internacionais estipulam que o relatório preliminar não aponte nenhum responsável pelo acidente. Ele também não traz uma análise detalhada sobre o voo, que deve constar no futuro relatório final, que será apresentando dentro de um ano.

O documento divulgado hoje mostra, entretanto, quais pontos estão sendo analisados com prioridade pelos investigadores. Ele estabelece que os pilotos agiram corretamente e emite duas recomendações para a Boeing e as autoridades reguladoras.  O relatório preliminar também sugere que a Boeing faça uma revisão de seu sistema de controle de voo e que as autoridades aéreas confirmem que o problema foi resolvido antes de autorizar novamente os voos do 737 MAX.

Boeing pode contestar o relatório

O fabricante pode contestar, entretanto, a maneira como os pilotos reagiram depois de ter acesso aos dados recebidos pelo computador de bordo. A questão é saber se o avião foi estabilizado antes de desativar o sistema que protege a aeronave da perda de sustentação, conhecido como MCAS. A Boeing disse que analisará o relatório.

Desde a catástrofe com a companhia Ethiopian Airlines, que aconteceu cinco meses depois da queda de uma aeronave da companhia Lion Air, todos os aviões desse modelo estão sendo mantidos em solo pelas empresas que os adquiriram. O fabricante americano anunciou nesta quarta-feira (3) ter testado com sucesso uma atualização do programa que controla o MCAS, dando mais autonomia para os pilotos conservarem o controle manual do aparelho.

 

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