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Índia: Partido nacionalista do premiê Narendra Modi tem vitória histórica

O primeiro-ministro Narendra Modi fala aos seus apoiadores depois da divulgação da vitória de seu partido nas urnas.
O primeiro-ministro Narendra Modi fala aos seus apoiadores depois da divulgação da vitória de seu partido nas urnas. Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis

A coalizão do primeiro-ministro indiano Narendra Modi venceu com ampla maioria as eleições legislativas realizadas no país, segundo os primeiros resultados da apuração que teve início nesta quinta-feira (23). É a primeira vez, desde 1984, que um partido mantém a maioria absoluta no parlamento.

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Segundo os números oficiais divulgados pela Comissão Eleitoral, a Aliança Democrática Nacional (NDA, na sigla em inglês), controlada pelo partido nacionalista Bharatiya Janata (BJP), do premiê Modi, garantiu 300 das 542 cadeiras da Câmara baixa do Parlamento. O resultado é um grande triunfo para o líder do partido nacionalista hindu. Na última votação, em 2014, a legenda conquistou 282 cadeiras, dez a mais do que a maioria absoluta.

Projeções feitas pela rede de televisão NDTV indicam que a coalizão pode chegar a um total de 348 cadeiras. Já o grupo de oposição, Aliança Progressiva Unida (UPA), liderado pelo Partido do Congresso, deve eleger 85 deputados.

Os resultados definitivos só serão publicados ao final da apuração de mais de 600 milhões de votos depositados nas urnas das eleições consideradas as maiores de um país democrático. Foram seis semanas de votação em diferentes regiões do país. A sétima e última fase foi realizada no último domingo (19).

Reações

O primeiro-ministro Narendra Modi, que deverá ser reconduzido ao cargo para mais cinco anos de mandato, comentou pelo Twitter a consagração nas urnas. "Obrigado Índia", exclamou com a difusão ao vivo de sua celebração e chegada à sede do Partido BJP, em Nova Déli.

O chanceler Sushma Swaraj também usou a mesma rede social para exprimir sua satisfação por "uma vitória massiva".

O porta-voz do partido, GVL Narasimha Rao, disse que se trata de "um formidável mandato dado às políticas positivas de Narendra Modi, uma formidável vitória para a Índia".

A oposição não esperou o final da apuração para reconhecer o fracasso eleitoral retumbante. "É preciso buscar entender por que, apesar da situação econômica, o povo escolheu o BPJ", disse um porta-voz do Partido do Congresso.

A derrota é particularmente dura para o presidente do Partido do Congresso, Rahul Gandhi, derrotado em Amethi, antigo reduto eleitoral de seus pais, Rajiv, assassinado em 1989, e Sonia. Aos 48 anos, o herdeiro político da dinastia Nheru-Gandhi, filho, neto e bisneto de ex-chefes de governo do país, garantiu, no entanto, sua cadeira no parlamento pela vitória em um distrito no sul da Índia onde também foi candidato.

"Aceito o veredito do povo da Índia", afirmou por uma rede social. Na mesma mensagem ele cumprimentou Modi e a coalizão vencedora e agradeceu os eleitores que garantiram sua vaga no parlamento, onde pretende liderar a oposição ao governo.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, felicitou Modi e expressou sua disposição em trabalhar com ele "pela paz, o progresso e a prosperidade".  Horas antes, o governo paquistanês anunciou um teste de míssil balístico de um alcance de 1.500 km.

Líderes da China, Israel, Japão e Afeganistão já enviaram mensagens a Narendra Modi o felicitando pelo triunfo nas eleições.

Segurança: ponto forte da campanha

De acordo com especialistas, a segurança nacional dominou os debates durante a campanha eleitoral, marcada pelas tensões com o vizinho paquistanês. Em fevereiro, um ataque com um carro bomba matou 40 membros das Forças de segurança indiana na Caxemira.

O partido de Modi também se beneficiou de um maior poder financeiro ao gastar seis vezes mais do que seus concorrentes em publicidade nas redes sociais e plataformas na internet.

Adversários do premiê o acusam de ter alimentado o medo no interior da comunidade hinduísta e dar mais visibilidade a essa categoria de indianos dentro da sociedade.

A campanha do Partido do Congresso é considerada um desastre e analistas políticos dizem que o próprio futuro do partido está ameaçado.

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