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Interpol

Rede internacional de pedofilia na “dark web” tinha mais de 60 mil usuários

A Interpol anunciou nesta quinta-feira ter desmantelado uma rede internacional de pedófilos que atuava na darkweb.
A Interpol anunciou nesta quinta-feira ter desmantelado uma rede internacional de pedófilos que atuava na darkweb. Fb/interpol.int

A Interpol (Organização de Cooperação Policial Internacional) anunciou nesta quinta-feira (23) o desmantelamento de uma rede internacional de pedofilia que utilizava a chamada dark web (internet obscura), na qual a identificação dos usuários é mais difícil. Nove pessoas foram detidas na Tailândia, Austrália e nos Estados Unidos.

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A investigação Blackwrist foi lançada em 2017, depois da descoberta de material de pornografia infantil em um site da dark web que contava com cerca de 63 mil usuários inscritos. Para acessar o site em sigilo, eles usavam programas criptografados. Os endereços na dark web não podem ser encontrados por ferramentas comuns de busca: é preciso ter previamente o link específico para poder acessá-los.

A Interpol indicou que a iniciativa “salvou 50 crianças”, cujas idades e nacionalidades não foram divulgadas.

Investigadores de diversos países analisaram o conteúdo do site, inclusive imagens de abusos cometidos contra 11 meninos, todos menores de 13 anos. Os endereços de IP dos computadores que publicaram as imagens vinham dos três países nos quais ocorreram as prisões.

Além disso, o departamento de luta contra a cibercriminalidade da Bulgária desativou o servidor do site, no qual “novos conteúdos eram adicionados a cada semana, durante vários anos”, afirmou a polícia internacional.

Abusos a bebê de 15 meses

Entre os nove suspeitos detidos, está o principal administrador do site, Montri Salangam, que morava na Tailândia e foi identificado como o autor de vários abusos contra os 11 meninos. O sobrinho do homem está entre as vítimas.

Outro webmaster, Ruecha Tokputza, 31 anos, residente da Austrália, foi preso com milhares de imagens de pedofilia infantil, filmadas na Tailândia e na Austrália. Nas imagens, ele com frequência aparecia como o principal agressor das crianças – entre elas um bebê de apenas 15 meses.

Os dois homens haviam sido detidos em 2018 e já foram condenados a 146 anos e 40 anos de prisão, respectivamente, nos seus países de residência. A imprensa australiana relata que Tokputza admitiu as 50 acusações que pesam contra ele. “Você é o pior pesadelo das crianças. Você é o horror de todos os pais. Você é uma ameaça para a sociedade”, disse o juiz Liesl Chapman, no julgamento.

As identidades dos demais presos na operação não foram divulgadas. “Várias” ocorreram nos Estados Unidos, de “pessoas que ocupavam cargos de confiança, assim como um homem que abusou do seu meio-irmão de dois anos”, declarou Eric McLoughlin, diretor regional do Ministério da Segurança Interior americano, em Bangcoc, citado pela Interpol.

A investigação mobilizou quase 60 países integrantes da Interpol e ainda pode se prolongar por anos, já que as ramificações e a amplitude da rede são imensas, indicou a organização policial. Além das 50 crianças “salvas”, os investigadores tentam identificar cerca de 100 outras que podem ter sido vítimas de abusos da rede. Novas prisões são esperadas.

Com informações da AFP

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