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Protesto contra extradição para China reúne 1 milhão em Hong Kong

Protesto em Hong Kong contra projeto de lei que permitiria extradições para a China continental, em 9 de junho de 2019.
Protesto em Hong Kong contra projeto de lei que permitiria extradições para a China continental, em 9 de junho de 2019. © Reuters

Mais de um milhão de pessoas foram às ruas neste domingo (9), em Hong Kong, contra o projeto que poderá permitir extradições para a China continental, segundo informações dos organizadores do ato.

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"Há 1,03 milhão de pessoas na manifestação de hoje", disse um organizador em meio à multidão, no que seria a maior manifestação já vista desde que a ex-colônia britânica passou para a China.

Não se via um ato desta magnitude pelo menos desde 1989, ainda sob o governo colonial, quando uma multidão de 1,5 milhão de pessoas se reuniu para apoiar os manifestantes da praça de Tiananmen.

Os manifestantes marcharam sob um calor inclemente pelas estreitas ruas da ilha principal deste centro financeiro, em um barulhento e colorido protesto para pedir que o governo recua na decisão.

A polícia, que historicamente divulga estimativas muito mais baixas do que as dos organizadores, calculou que o número máximo foi de 240.000 pessoas. Ainda assim, é o segundo maior protesto desde que a ex-colônia foi transferida. Em 2003, em outro protesto de peso, cerca de meio milhão de pessoas obrigaram o governo a deixar de lado uma lei de segurança nacional profundamente impopular.

Projeto de lei deixa população à mercê de Pequim

"O governo não pode ignorar estes números", disse o manifestante Peter Chan, de 21 anos. O projeto de lei das autoridades de Hong Kong pró-Pequim deixará a população à mercê de um sistema judiciário chinês opaco e politizado, alegam seus críticos.

Não está claro, porém, que as autoridades estejam considerando uma mudança de postura. A líder da cidade, Carrie Lam, construiu sua carreira política sobre uma reputação de levar as legislações à frente.

Ignorar os protestos pode trazer à tona os eventos de 2014, quando manifestantes pró-democracia ocuparam durante dois meses cruzamentos de importantes vias da cidade.

Os organizadores advertiram, neste domingo, que "vão aumentar" suas ações, se o governo não der marcha a ré. Isso pode enfurecer Pequim, já que a lei tem o apoio de vários lideranças do Partido Comunista.

O Executivo desta região semiautônoma defende que a lei vai preencher uma brecha jurídica e que é necessária, em especial para permitir a extradição para Taiwan de um cidadão de Hong Kong acusado de assassinato. Os críticos insistem em que este caso é apenas uma desculpa para satisfazer Pequim.

(Com informações da AFP)

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