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Teerã diz ter derrubado drone espião dos EUA que violou espaço aéreo iraniano

Um drone da empresa americana Northrop Grumman. Imagem de ilustração.
Um drone da empresa americana Northrop Grumman. Imagem de ilustração. Reuters

Os Guardiões da Revolução, corpo de elite do Exército iraniano, anunciaram nesta quinta-feira (20) ter derrubado um "drone espião americano" que, segundo Teerã, teria violado o espaço aéreo da república islâmica. O incidente acirra ainda mais a tensão entre Irã e Estados Unidos.

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Segundo a TV estatal iraniana, o sistema de defesa "derrubou um drone espião americano que se infiltrou sobre a província costeira de Hormozgan, no sul do país". No entanto, a emissora não exibiu imagens do aparelho derrubado, um modelo Global Hawk, do grupo Northrop Grumman.

Para o comandante-chefe dos Guardiões da Revolução, Hossein Salami, a violação das fronteiras é "a linha vermelha a não ser ultrapassada". "Nossa reação é e será categórica e absoluta", afirmou.

Agravamento das tensões

O incidente ocorre em um momento de agravamento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Washington intensificou na quarta-feira (19) as acusações contra Teerã, que responsabiliza pelos ataques a dois navios petroleiros no Mar de Omã, há uma semana.

O governo iraniano nega qualquer relação com os ataques e sugere que foi uma operação montada pelo próprio governo americano para justificar hostilidades contra a república islâmica.

O conselheiro diplomático francês, Emmanuel Bonne, realizou na quarta-feira uma visita a Teerã com o objetivo de, a pedidos do presidente francês, Emmanuel Macron, contribuir para o apaziguamento das trocas de ameaças. Segundo o Palácio do Eliseu, o chefe de Estado francês entrará em contato nos próximos dias com representantes de Washington e Teerã. Na segunda-feira (17), Macron pediu que o governo iraniano seja "paciente e responsável".

Além da França, a Alemanha também vem tentando mediar a tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Na quarta-feira, o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, alertou que "o risco de uma guerra no Golfo não estava descartado".

As hostilidades entre os dois países têm consequências sobre o preço do petróleo. Nesta quinta-feira, o valor do barril WTI para entrega em julho registrou um aumento de 2,57%, passando para US$ 55,14. O barril de Brent para entrega em agosto subiu 2,43%, passando para US$ 63,32.

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