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Estados Unidos/China

Vendas de armas dos EUA para Taiwan cria nova tensão com a China

Novo foco de tensão entre a China e os Estados Unidos, desta vez por causa de um projeto de fornecimento de armas americanas a Taiwan, ilha reivindicada pelo regime chinês.
Novo foco de tensão entre a China e os Estados Unidos, desta vez por causa de um projeto de fornecimento de armas americanas a Taiwan, ilha reivindicada pelo regime chinês. REUTERS/Jason Lee/Illustration/File Photo

O departamento de Estado americano aprovou um contrato de fornecimento de armas de mais de US$ 2,2 bilhões para Taiwan, ilha independente reivindicada pela China Continental. O anúncio cria um novo foco de tensão entre Washington e Pequim, que pediu o cancelamento imediato do negócio.

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A venda de armas americanas para Taiwan inclui 108 tanques de combate e 250 mísseis solo-ar de curto alcance. O Congresso dos Estados Unidos tem um mês para examinar a transação, mas não deve se opor ao projeto.

Em seu comunicado, o Pentágono indica que os armamentos irão “modernizar” os equipamentos militares taiwaneses. O ministro americano da Defesa garante o “equilíbrio de forças militares na região não será afetado”.

Principal fornecedor de armas para Taiwan

Os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas para Taiwan, mas este contrato de US$ 2,2 bilhões é o maior já assinado entre os dois países desde a chegada de Donald Trump ao poder. No mês passado, a presidente taiwanesa havia anunciado a transação, sem, no entanto, dar maiores detalhes.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês pediu nesta terça-feira (9) o cancelamento imediato do projeto. Segundo o comunicado do ministério chinês, seria conveniente evitar um novo atrito nas relações entre Washington e Pequim, além da guerra comercial em curso entre os dois países.

No domingo (7), Donald Trump tinha afirmado sua satisfação com o bom desenrolar das negociações comerciais com Pequim. O anúncio dessa possível venda de armas a Taiwan pode colocar mais lenha na fogueira.

Uso da força

Nos últimos meses, caças chineses multiplicaram suas incursões na zona marítima exclusiva de Taiwan. Em janeiro deste ano, o presidente da China, Xi Jinping, afirmou que “o uso da força para recuperar Taiwan não está descartado”, lembra o correspondente da RFI em Xangai, Simon Leplâtre. O exército taiwanês estaria preparando sua defesa.

Não é por acaso que a venda acontece neste momento de forte tensão entre a China e os Estados Unidos, avalia o correspondente. Aliás, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, fará uma visita relâmpago em Washington, nesta semana, antes de sua viagem oficial à América Central.

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