Acessar o conteúdo principal
Coreia do Sul / Japão / Rússia

Coreia do Sul faz disparos de alerta contra avião russo

Um avião militar russo A-50 voa perto das ilhas disputadas chamadas Takeshima no Japão e Dokdo na Coréia do Sul, nesta foto tirada pela Força Aérea de Autodefesa do Japão.23/07/19
Um avião militar russo A-50 voa perto das ilhas disputadas chamadas Takeshima no Japão e Dokdo na Coréia do Sul, nesta foto tirada pela Força Aérea de Autodefesa do Japão.23/07/19 Defense Ministry of Japan/HANDOUT via REUTERS

Caças sul-coreanos efetuaram nesta terça-feira (23) mais de 400 disparos de advertência depois que um avião militar russo violou o espaço aéreo reivindicado por Seul e Tóquio, que também se queixou sobre o episódio. O caça russo A-50 entrou duas vezes no espaço aéreo sul-coreano perto das disputadas Ilhas Dokdo, que o Japão chama de Takeshima.

Publicidade

As tensões persistentes entre Seul e Tóquio relacionadas às indenizações às vítimas sul-coreanas da política japonesa de trabalho forçado durante a guerra pioraram este mês, quando Tóquio restringiu as exportações de materiais de alta tecnologia para a Coreia do Sul.

As autoridades de Seul afirmaram nesta terça-feira que responderam à entrada do avião russo em seu espaço aéreo despachando caças F-15K e KF-16, que efetuaram mais de 400 tiros em duas séries, segundo informou um oficial militar à AFP. "Estamos avaliando este incidente de forma muito séria e tomaremos medidas mais duras se isso acontecer novamente", disse o assessor de Segurança Nacional Chung Eui-yong, de acordo com a porta-voz da Casa Azul, a presidência sul-coreana.

O Japão também reclamou da incursão russa. "Fomos informados que aviões militares russos que sobrevoavam o Mar do Japão esta manhã violaram nosso espaço aéreo perto de Takeshima duas vezes", disse o chefe de gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, em uma coletiva de imprensa.

Suga, que disse que o Japão enviou aviões militares para a zona, acrescentou que Tóquio também protestou junto à Coreia do Sul por sua resposta, considerando-a extremamente lamentável. Mas a presidência sul-coreana insistiu que as ilhotas disputadas são "uma parte integral" do território coreano "historicamente, geograficamente e sob o direito internacional".

Rússia nega

O Exército russo negou, por sua vez, ter violado o espaço aéreo sul-coreano, assegurando que seus aviões "sobrevoaram as águas neutras do Mar do Japão". "Dois bombardeiros Tu-95MS das Forças Armadas Russas realizaram um voo planejado sobre as águas neutras do Mar do Japão", disse o ministério russo da Defesa em um comunicado, acrescentando que "nenhum tiro de advertência" foi disparado pela Coreia do Sul.

Mais cedo, a Coreia do Sul anunciou que fez os disparos contra uma aeronave militar russa que havia violado duas vezes seu espaço aéreo em sua costa leste. O incidente ocorreu perto das Ilhas Dokdo, reivindicadas sob o nome de Takeshima por Tóquio, que acusa a Coreia do Sul de ocupá-las ilegalmente.

Segundo o Exército russo, trata-se de uma "zona de reconhecimento de defesa aérea" estabelecida unilateralmente por Seul e que não está prevista pelo direito internacional nem é reconhecida pela Rússia.

"A rota dos aviões Tu-95MS respeitou as regras internacionais", insistiu, acusando, por sua vez, dois caças sul-coreanos F-16 de "realizar manobras não-profissionais, cortando a rota de bombardeiros estratégicos russos e representando uma ameaça à sua segurança". "Os pilotos sul-coreanos não tentaram entrar em contato com as tripulações dos Tu-95MS (...) e nenhum tiro de advertência foi disparado pelos caças sul-coreanos", afirmou o ministério da Defesa russo.

Incidentes semelhantes ocorrem regularmente no Mar Báltico entre os aviões russos e ocidentais, acusando-se mutuamente de se aproximarem demais do espaço aéreo um do outro.

Em maio, seis aviões russos, incluindo bombardeiros estratégicos, também foram escoltados do Alasca por caças americanos.

Com informações da AFP.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.