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Hong Kong

Protestos em Hong Kong começam a afetar comércio e turismo

Manifestantes invadem shopping center em Hong Kong durante protesto
Manifestantes invadem shopping center em Hong Kong durante protesto REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Há mais de dois meses Hong Kong vive ao ritmo de protestos contra um projeto de lei que autoriza as extradições para a China. Os dirigentes se recusam a responder às reivindicações dos manifestantes, que pedem reformas democráticas no território. O impasse começa a afetar o comércio e o turismo na região.

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Christophe Paget, correspondente da RFI em Hong Kong

A greve de segunda-feira (5) mostrou que uma parte da população continua apoiando o movimento. Mas os bloqueios constantes do comércio em plena temporada de férias, quando Hong Kong recebe muitos visitantes, não agrada a todos, principalmente os que dependem do turismo.

“Claro que as manifestações tiveram um impacto no comércio. Estamos no meio do dia e apenas três clientes entraram na minha farmácia”, reclama Chen, um comerciante de Causeway Bay, uma das zonas mais movimentadas de Hong Kong. “Esse é um bairro que normalmente estaria lotado, mas agora só vemos idosos e algumas pessoas que trabalham por aqui. Os turistas sempre vêm para se divertir. Mas sabendo o que está acontecendo, será que vão continuar vindo?”

Não muito longe dali, Siu, gerente de uma loja de doces, tenta ser compreensiva, mesmo se já dá sinais de cansaço diante dos mais de dois meses de protestos. “No início eu até entendia as reivindicações dos manifestantes. Mas alguns começaram a ficar violentos e me assustaram. Perto daqui, ao lado do centro comercial SoGo, eles cortaram os fios dos semáforos”, relata, assustada. “Eu acho que tudo isso afetou as vendas”, afirma.

“Isso não é uma maneira de protestar”, continua. “A polícia também não deve ser violenta, mas em alguns casos eles têm motivos para agir assim com manifestantes”, comenta, se referindo aos confrontos com as forças de ordem que fizeram vários feridos.

Jeremy Tai, dono de uma loja de bordados, também constata uma queda nas vendas. “Eu não apoio os manifestantes. Mas os jovens têm muito poder. Eles podem impedir os clientes de chegar até as lojas”.

As autoridades locais confirmaram esta semana que as manifestações já tiveram consequências negativas concretas no varejo. Do lado do turismo, a companhia aérea Cathay Pacific e o grupo hoteleiro Hongkong and Shanghai Hotels também indicaram que os protestos provocaram uma baixa em suas atividades.

O presidente do Conselho das empresas especializadas em turismo, Jason Wong, declarou que o número de viagens organizadas vindas da China continental também despencou 40%. 

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