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"Continuamos aqui": Hong Kong protesta pelo 10° fim de semana consecutivo

Militantes desafiam as autoridades e participam de marcha no bairro operário de Sham Shui Po, em Kowloon, Hong Kong.
Militantes desafiam as autoridades e participam de marcha no bairro operário de Sham Shui Po, em Kowloon, Hong Kong. REUTERS/Issei Kato

Depois de um sábado (10) de intensos protestos, os manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Hong Kong neste domingo (11), no décimo fim de semana consecutivo de mobilização pró-democracia. Novos confrontos entre a polícia e militantes foram registrados.

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Com informações de Christophe Paget, enviado especial da RFI à Hong Kong

"Continuamos aqui", afirma a manifestante Wong, de 25 anos. A jovem se diz particularmente preocupada com a proibição dos protestos e teme pelo futuro da liberdade de expressão no território. "Não será bom para Hong Kong que todo mundo tenha medo e que ninguém ouse mais ir para as ruas", diz.

Milhares de manifestantes ignoraram a proibição das autoridades de protestar e enfrentaram a polícia em diferentes pontos do território. Forças de segurança utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os protestos. Militantes responderam atirando pedras.

Até no bairro operário de Sham Shui Po, em Kowloon, onde qualquer tipo de manifestação é proibida, milhares de pessoas montaram barricadas e bloquearam as estradas. Protestos também foram foram registrados no Victoria Park, um dos principais pontos turísticos da cidade. Enquanto isso, no aeroporto internacional, jovens continuam ocupando o saguão desde a sexta-feira (9) para sensibilização dos turistas que chegam ao território.

Batalha da última chance

Em menos de 48 horas, militantes organizaram um grande encontro com deputados pró-democracia, funcionários públicos e professores no Victoria Park. Vários deles discursaram em uma tribuna improvisada. Um trabalhador, emocionado, explicou como foi preso pela polícia durante uma manifestação e o risco que corre de perder seu emprego.

Uma professora convocou toda a população do território para protestar. "Se perdemos, será para sempre", falou à RFI, destacando "a batalha da última chance" em prol da democracia e da liberdade. Militante da antiga "Revolução dos Guardas-Chuvas", ela defende também uma nova greve geral. 

A ideia de uma nova paralisação, como a da última segunda-feira, é apoiada pelos participantes. O objetivo é principalmente conseguir mobilizar o setor dos transportes públicos, para que o governo se sinta pressionado a ouvir as reivindicações dos manifestantes. 

Governo promete não ceder

À RFI militantes explicam que o governo realiza coletivas de imprensa, investe na comunicação contra o movimento, mas não responde a nenhum dos principais pedidos dos manifestantes, cujo projeto de lei que prevê extradições para a China, continua no topo da lista. 

A demissão da chefe de governo Carrie Lam é outra das principais reivindicações. Os militantes querem o direito de escolher seu representante através de eleições diretas. Atualmente, o governo chinês é quem indica o chefe de governo de Hong Kong.

Duramente reprimidos pela polícia, os militantes também pedem uma investigação independente sobre a violência utilizada para dispersar os protestos. Já a China recomenda a Hong Kong o endurecimento das ações policiais durante as mobilizações, enquanto Lam se recusa a fazer qualquer concessão aos manifestantes. 

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