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Rússia/explosão

Rússia: incidente em base de lançamento de Nionoska provoca aumento da radioatividade

Cette photo prise en 2011 montre la base militaire de Nionoska, dans la région d’Arkhangelsk, dans le Grand Nord russe. Le 8 août 2019, une explosion dans cette base militaire a tué deux personnes.t
Cette photo prise en 2011 montre la base militaire de Nionoska, dans la région d’Arkhangelsk, dans le Grand Nord russe. Le 8 août 2019, une explosion dans cette base militaire a tué deux personnes.t AFP

As autoridades russas revelaram nesta segunda-feira (26) novas informações sobre a contaminação provocada por uma explosão de natureza nuclear, na base de lançamento de mísseis de Nionoska. O incidente matou pelo menos cinco integrantes da agência nuclear russa e provocou uma breve alta da radioatividade, no início do mês.

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A agência de vigilância ambiental russa encontrou "isótopos radioativos de estrôncio, bário e lantânio", em amostras recolhidas na cidade de Severo Divinski, perto da base onde aconteceu o acidente. Esses isótopos são o produto de uma fissão nuclear. As autoridades russas afirmam que a explosão ocorreu em meio a testes de "novos armamentos".

Segundo um especialista citado pela agência russa Ria Novosti, esses isótopos são o produto de uma fissão nuclear. O acidente, causado segundo as autoridades por testes de "novos armamentos", matou cinco funcionários da agência nuclear russa Rosatom.

Depois do acidente, o ministério da Defesa garantiu que "não há contaminação radioativa", mas o município de Severodvinsk alegou ter "registrado um aumento de curto prazo na radioatividade". O ministério da Defesa havia declarado apenas que os fatos ocorreram durante o teste de um "motor-foguete de propulsor líquido", mas não descreveu o acidente como envolvendo combustível nuclear.

Para Greenpeace, informações são insuficientes

A ONG Greenpeace estimou nesta segunda-feira (26) que as novas informações reveladas pela Rosguidromet eram "insuficientes" para avaliar os riscos potenciais à saúde dos habitantes da região. A organização pediu amostras do mar, e não apenas do ar, pois a explosão ocorreu em uma "plataforma marítima", de acordo com a versão oficial.

Segundo a organização, essas informações também provam que a explosão não está relacionada à "fonte de energia isotópica" do motor do míssil como informado pela Rosatom, mas "provavelmente a um reator nuclear". Os isótopos radioativos citados pela Rosguidromet nesta segunda têm um período de meia-vida, durante o qual metade de seus núcleos se desintegra, variando de várias horas a quase treze dias. Eles então se transformam em gás radioativo inerte.

"Esses gases radioativos são a causa do breve aumento" da radioatividade registrada após a explosão, segundo Rosguidromet. A agência havia relatado que mediu níveis de radioatividade até 16 vezes maior que a radiação natural após a explosão, antes de retornar ao normal duas horas e meia depois.

As autoridades russas também reconheceram que um médico que havia participado do tratamento dos feridos após a explosão havia sido contaminado com o isótopo radioativo césio 137, mas negou que seu caso estivesse relacionado ao acidente.

 

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