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Hong Kong

Militantes pró-democracia desafiam autoridades e incendeiam barricadas em Hong Kong

Manifestante se afasta de uma barricada em chamas no centro de Hong Kong, neste sábado (31).
Manifestante se afasta de uma barricada em chamas no centro de Hong Kong, neste sábado (31). REUTERS/Kai Pfaffenbach

Milhares de manifestantes pró-democracia voltaram às ruas neste sábado (30) em Hong Kong, apesar da proibição decretada pelas autoridades locais e do cancelamento de um novo protesto do "Movimento dos Guarda-Chuvas". Ativistas radicais derrubaram as barreiras de proteção instaladas ao redor do complexo que abriga o Parlamento e a sede do Executivo do território. A polícia reagiu, dispersando a multidão com jatos de água e gás lacrimogêneo.

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As autoridades locais haviam proibido novos atos públicos, após os incidentes de violência registrados no domingo passado, mas os militantes contornaram a interdição promovendo "encontros religiosos", que não requerem autorização prévia. Centenas de militantes, incluindo grupos de católicos e protestantes, se reuniram em diferentes locais da cidade para "rezar".

A situação degenerou quando militantes radicais, armados com escudos, lançaram bombas incendiárias contra a polícia na área do Parlamento, provocando a resposta das tropas de choque. Eles também incendiaram uma enorme barricada erguida nas proximidades da sede da polícia, no bairro de Wanchai, no centro. A barreira foi montada com painéis de plástico e cadeiras arrancadas de um ginásio esportivo.

A Frente Cívica dos Direitos Humanos, principal organização à frente do "Movimento dos Guarda-Chuvas", cancelou a convocação de um novo protesto previsto para este sábado. O ato iria marcar o quinto aniversário da rejeição, por parte de Pequim, de eleições com sufrágio universal na cidade. A decisão do governo chinês provocou 79 dias de ocupação do centro financeiro e político de Hong Kong em 2014 e deu origem ao "Movimento dos Guarda-Chuvas".

Várias presonalidades importantes do movimento foram detidas nesta sexta-feira (30), incluindo Joshua Wong e um deputado. A operação foi denunciada por associações como mais uma tentativa da China de amordaçar a oposição.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticado por uma aparente indulgência em relação às autoridades comunistas, pediu à China que administre os protestos em Hong Kong com "humanidade". "Eles têm uma posição muito forte. Não acredito que ninguém já tenha visto passeatas com dois milhões de pessoas", disse Trump na sexta-feira.

A região semiautônoma, ex-colônia britânica, enfrenta há quase três meses a crise mais grave desde a sua devolução à China em 1997, com manifestações quase diárias, incluindo algumas que terminaram em confrontos.

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