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Tunísia/eleições

Candidatos antissistema devem disputar eleições presidenciais na Tunísia

Os apoiadores do candidato detido Nabil Karoui comemoram após os resultados não oficiais das eleições presidenciais tunisianas de 15 de setembro de 2019 em Túnis, Tunísia.
Os apoiadores do candidato detido Nabil Karoui comemoram após os resultados não oficiais das eleições presidenciais tunisianas de 15 de setembro de 2019 em Túnis, Tunísia. REUTERS/Muhammad Hamed

Os primeiros resultados oficiais sobre as eleições na Tunísia, que aconteceram neste domingo (15), foram publicados nesta segunda-feira (16) e confirmam o avanço de Nabil Karoui e Kaïs Saïd, dois candidatos considerados antissistema que devem participar do 2° turno das eleições.

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De acordo com as estimativas publicadas no final da manhã, que correspondem a 27% dos votos, o professor de direito Kaïs Saïd tinha 19% dos votos, contra 15% para o magnata das comunicações Nabil Karui, que está preso acusado de lavagem de dinheiro. Ele tem apenas 2% a mais do que Abdelfattah Mourou, candidato do partido religioso Ennahda, com 13%.

Se os resultados se confirmarem, Kaïs Saïd e Nabil Karui vão se enfrentar no próximo dia 13 de outubro. Vinte e seis candidatos participaram da disputa no domingo – dois deles retiraram a candidatura. Nas eleições municipais do ano passado, apenas 34% dos sete milhões de eleitores tunisianos se deslocaram para votar. A taxa de participação nas eleições presidenciais anteriores, ocorridas em 2014, foi de 63%, mas não passou de 45% neste domingo.

Chamado de "populista" por seus críticos, Karui ganhou popularidade nos últimos anos, distribuindo comida e eletrodomésticos. A prática teve ampla cobertura da emissora de televisão fundada pelo próprio, a Nessma. Kais Saïd, um constitucionalista muito conservador nas questões sociais, entrou na cena política de forma inesperada. Os tunisianos o descobriram na televisão, espaço em que comentava os temas políticos desde a Revolução de 2011.

Transição democrática frágil

Oito anos depois da Revolução do Jasmin, que deu início à Primavera Árabe, a Tunísia é o único país que viveu uma transição democrática real, mesmo que ela seja considerada frágil. A situação econômica do país também afeta diretamente a população, que tem impressão de perder cada vez mais poder aquisitivo. O desemprego continua em alta e a inflação não para de subir, fatores que prejudicaram a candidatura do primeiro-ministro, Youssef Chahed, e outros dirigentes do país.

 

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