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Oriente Médio

O fantasma do choque do petróleo volta a ameaçar o mundo

A imprensa francesa está preocupada com a ameaça de um novo choque petrolífero, após ataques à Arábia Saudita.
A imprensa francesa está preocupada com a ameaça de um novo choque petrolífero, após ataques à Arábia Saudita. Fotomontagem RFI

A imprensa francesa desta terça-feira (17) está preocupada com a ameaça de um novo choque do petróleo, após os ataques contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita no último sábado (14).

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A crise no Oriente Médio “traz de volta o fantasma do choque do petróleo”, que desta vez pode ser sem precedentes, alerta Les Echos em sua manchete. O jornal econômico informa que o preço do barril de brent chegou a subir 20% na manhã de segunda-feira (16), atingindo a maior valorização já registrada do produto em 30 anos. No final do dia, o barril fechou em alta de 14,6%.

Os mercados estão abalados após os ataques contra o maior produtor mundial de petróleo e preocupados com o recuo da capacidade de produção da Arábia Saudita. Dificilmente o país conseguirá compensar a perda provocada pelo ataque com drones em suas refinarias, acredita Les Echos.

Ontem, 5,7 milhões de barris se evaporaram do mercado mundial. O volume representa o mais importante abalo já registrado na história do setor. No entanto, contemporiza o diário, o efeito deste choque sobre os preços é mais limitado do que nos anos 1970, quando o mercado petrolífero era muito menor do que hoje. Mas, além da redução da produção, os investidores também estão preocupados com a escalada da crise geopolítica no Oriente Médio.

Aumento da gasolina

Le Parisien explica aos leitores por que o preço da gasolina pode aumentar para os consumidores franceses. O produto, que manteve um valor estável durante os três últimos meses, deve subir em média 5 centavos por litro. A alta será imediata, previne o diário, por causa da concorrência entre as grandes empresas petrolíferas e os distribuidores no mercado europeu.

O governo francês está preocupado com um possível agravamento da crise. Le Parisien lembra que foi uma nova taxa, que aumentava o preço dos combustíveis, que provocou o movimento dos coletes amarelos na França, em novembro de 2018. O risco de uma ruptura de abastecimento também inquieta. No entanto, a França tem três meses de reservas estratégicas, um prazo suficiente para atravessar uma crise, espera Le Parisien.

Tensão geopolítica

Le Figaro foca na crise geopolítica e “nas provocações do Irã que aumentam a tensão no Golfo”. O jornal conservador lembra que milícias pró-Teerã, que atuam no Iêmen, são acusadas de terem bombardeado as instalações petrolíferas sauditas, usando material bélico iraniano.

Os estragos provocados pelo ataque do último sábado (14) são maiores do que inicialmente anunciados por Riad. Os cerca de dez drones, levando provavelmente mísseis, bombardearam 17 pontos, provocando incêndios imensos em duas instalações da empresa estatal saudita Aramco. Serão necessários vários meses para consertar os estragos, informa Le Figaro.

Wahsington e Riad estudam ações de represália. O diálogo direto entre Donald Trump e o presidente iraniano, Hassan Rohani, que era esperado às margens da Assembleia Geral da ONU na próxima semana, em Nova York, está mais do que comprometido. A diplomacia não terá em breve mais nenhuma chance nessa crise no Oriente Médio, lamenta o jornal conservador em seu editorial.

“O mundo está sob um barril de pólvora”, resume Libération.

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