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Irã

Tensão no Golfo: Irã descarta negociação com Estados Unidos

O guia supremo do Irã exclui qualquer negociação bilateral com os Estados Unidos.
O guia supremo do Irã exclui qualquer negociação bilateral com os Estados Unidos. Official Khamenei website/Handout

O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descartou nesta terça-feira (17) qualquer possibilidade de negociação com o governo dos Estados Unidos. Segundo Khamenei, esta posição é compartilhada por todos os dirigentes do país.

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"A política de 'máxima pressão' contra a nação iraniana é inútil e opinião de todas as autoridades da República Islâmica que não haverá nenhuma negociação com os Estados Unidos, de nenhum nível", declarou o aiatolá Khamenei, de acordo com seu site oficial.

Teerã e Washington se enfrentam desde maio do ano passado, quando os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano e Trump voltou a aplicar duras sanções econômicas ao país. O Irã respondeu deixando de cumprir vários de seus compromissos nesse acordo.

A Casa Branca afirmou no domingo que o presidente Donald Trump não descartava a possibilidade de uma reunião com o colega iraniano, Hassan Rohani, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima semana. Mas o presidente iraniano e outras autoridades da República Islâmica reiteraram diversas vezes que um encontro entre os governantes é impossível enquanto Washington prosseguir com as sanções econômicas restabelecidas contra Teerã.

Condições

O guia supremo Ali Khamenei reafirmou nesta terça sua rejeição a negociações e disse que, se os Estados Unidos "se arrependerem" e retornarem ao Plano de Ação Conjunto (nome oficial do acordo de 2015), poderão conversar com o Irã e as outras partes do pacto. "Caso contrário, não poderá haver negociações" entre os líderes de ambos os países "em qualquer nível, em Nova York ou em qualquer outro lugar".

Petróleo

Na segunda-feira (16), Washington indicou que preparava uma resposta após os ataques contra instalações petroleiras na Arábia Saudita, ações reivindicadas pelos rebeldes huthis do Iêmen, que têm apoio de Teerã. "Não estou tentando entrar em um novo conflito, mas às vezes é preciso fazê-lo", disse Trump. "Foi um ataque de grande escala e poderia resultar em um ataque muito, muito maior", acrescentou. "A maioria acredita que foi o Irã", assegurou. Sem acusar diretamente o país pelo bombardeio, o secretário de Defesa americano, Mark Esper, acusou o Irã de ser uma força desestabilizadora na região.

Os rebeldes huthis reivindicaram o atentado às instalações sauditas de Abqaiq – a maior estação de tratamento de petróleo do mundo – e ao campo de petróleo de Jurais, no leste do país. A produção de petróleo saudita foi reduzida pela metade e pode demorar semanas para ser normalizada.

As autoridades sauditas disseram que o ataque usou "armas iranianas", mas não acusou diretamente seu rival regional.

O presidente Rohani considerou que os ataques foram um ato de autodefesa dos huthis contra a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que os enfrenta no Iêmen desde 2015. "O Iêmen está sujeito a bombardeios diários (...) O povo do Iêmen foi forçado a responder, está apenas se defendendo", disse o presidente iraniano em Ancara (Turquia).

Com informações de agências internacionais

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