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Legislativas em Israel: Netanyahu e Gantz registram empate na contagem de votos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), e o líder do Azul e Branco, Benny Gantz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), e o líder do Azul e Branco, Benny Gantz. JACK GUEZ, Oded Balilty / AFP

Israel continua nesta quarta-feira (18) à espera dos resultados definitivos das eleições legislativas no país. Com 92% das urnas apuradas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu rival Benny Gantz estão empatados na apuração dos votos.

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Com informações dos correspondentes da RFI em Israel, Michel Paul, Guilhem Delteil e Nicolas Falez

O Likud, partido de direita de Netanyahu, e o Azul e Branco, movimento de centro fundado pelo general Benny Gantz, conquistaram 32 cadeiras cada sobre as 120 que compõem a Knesset, o Parlamento israelense. Com esse resultado, ainda não definitivo, nenhum dos dois teria capacidade para formar um novo governo após as eleições legislativas, informa a imprensa israelense.

Os israelenses foram às urnas, na terça-feira (17) pela segunda vez em menos de cinco meses, depois de uma votação em abril na qual Netanyahu fracassou em formar um governo de coalizão. Se as pesquisas se confirmarem, ele deverá enfrentar as mesmas dificuldades novamente. Mas desta vez o premiê é submetido a uma pressão inédita.

A reação da imprensa israelense desta quarta-feira é de prudência. Enquanto alguns jornais ressaltam o imbróglio político, outros, como o Israël Hayom, simpatizante do governo, sugere um governo de união nacional, uma atitude apoiada por boa parte da população, à véspera do ano novo judeu.

A imprensa também destaca os bons resultados registrados pela lista árabe unificada, em terceiro lugar, já que os eleitores árabes resolveram não boicotar as eleições, como o fizeram em abril. A formação conquistou 12 cadeiras.

Outra constatação nos editoriais é o reforço do centro, com os israelenses se manifestando contra a imunidade de Netahyahu nos casos em que é suspeito de corrupção.

Situação complicada para o Likud

Quando os primeiros resultados foram anunciados, na noite de terça-feira (17), o sentimento era de insatisfação na sede do Likud. Muitos militantes reconhecem que a situação para o partido está complicada, embora ainda não admitam a possibilidade de uma coalizão de governo sem Netanyahu.

O líder só resolveu aparecer na sede do Likud de madrugada. Diante de uma sala quase vazia, o premiê elogiou seu governo e disse preferir esperar o anúncio dos resultados oficiais para reagir. Mas garantiu: "Israel precisa de um governo forte e estável, de um governo sionista. Não haverá e não pode haver um governo que se apoie em partidos árabes antissionistas, partidos que negam até mesmo a existência de Israel como um Estado judeu e democrático", afirmou.

Gantz rejeita aliança com Netanyahu

Na sede do Azul e Branco, embora a possibilidade de uma coalizão seja evocada, é impensável que ela aconteça com Netanyahu. Diante de seus partidários, Benny Gantz não reivindicou a vitória, mas comemorou os resultados parciais.

"Segundo as pesquisas, Netanyahu não conseguiu atingir seus objetivos. Nós, por outro lado, provamos que o Azul e Branco chegou aqui para ficar. Pela segunda vez, os israelenses nos demonstraram sua confiança. Mais de um milhão de pessoas disseram ‘não’ à incitação ao ódio e à divisão. Sim à união. Não à corrupção e à honestidade. O que quer que aconteça, começaremos a consertar a sociedade israelense", declarou.

Como aconteceu nas eleições anteriores, o ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman pode ser o nome chave nas próximas semanas, pois seu partido, Israel Beiteinu, conquistou nove cadeiras. Sem esperar os resultados finais, o líder da formação já propôs encontrar os dirigentes dos dois partidos majoritários.

"Tudo o que afirmamos antes das eleições, reafirmamos após a votação. Temos apenas uma opção: um grande governo nacional e liberal, composto por nosso partido, do Likud e do Azul e Branco", declarou.

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