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Síria/Turquia

Combates continuam na Síria apesar de trégua temporária, mas cessar-fogo é provável

Combatentes rebeldes sírios apoiados pela Turquia retornam da cidade fronteiriça síria de Tal Abyad. 18/10/2019.
Combatentes rebeldes sírios apoiados pela Turquia retornam da cidade fronteiriça síria de Tal Abyad. 18/10/2019. REUTERS/Murad Sezer

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos foram registrados “combates esporádicos” na manhã desta sexta-feira (18) em Ras al-Ain, cidade localizada na fronteira norte da Síria. O ataque acontece um dia depois do anúncio da suspensão da ofensiva turca contra as forças curdas, durante cinco dias.

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De acordo com o diretor da ONG, Rami Abdel Rahmane, foram ouvidos tiros de artilharia na cidade. Jornalistas que estão no local relataram ter visto nuvens de fumaça do lado sírio. “Uma calmaria prudente reina em outras regiões no norte da Síria perto da fronteira”, disse Rahmane. A Turquia aceitou fazer uma pausa nos ataques “sob condições”, que permitiria a retirada das forças curdas e, consequentemente, um cessar-fogo permanente. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17) pelo vice-presidente americano Mike Pence.

O acordo prevê que as forças curdas se retirem de um setor de cerca de 32 km2, que seria transformado em “área se segurança”, o que o governo turco espera implantar há meses. No passado, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan declarou que a zona deveria se estender do rio Eufrates até a fronteira iraquiana – ou seja, 480 quilômetros.

De acordo com Jana Jabbour, professora de Relações Internacionais na Sciences-Po, em Paris, o presidente americano Donald Trump tem razões para “estar otimista”, e o cessar-fogo deve ser alcançado. Segundo ela, a criação de uma “zona de segurança” interessa Washington. “A criação de uma zona de segurança e a implantação das forças no norte da Síria permite aos EUA combater a presença e a influência dos russos na área, sem um engajamento direto do país. Mas o acordo não favorece os curdos, que terão que se retirar do norte da Síria”, declara.

A ofensiva contra as Unidades de Proteção Popular (YPG) curdas, iniciada no dia 9 de outubro, já deixou quase 500 mortos, incluindo uma centena de civis, e deslocou mais de 300 mil pessoas. As forças turcas e sírias conquistaram uma área da fronteira de cerca de 120 quilômetros, que vai da cidade de Tal Abyad até o oeste de Ras al-Ain, onde uma rede de túneis subterrâneo ajuda as forças curdas a resistir aos ataques.

Europeus pedem fim de ofensiva

Os líderes europeus reafirmaram que a Turquia deve "por fim" à ofensiva contra os curdos no norte da Síria, após a trégua de cinco dias anunciada por Ancara."O Conselho Europeu toma nota do anúncio de Estados Unidos e Turquia sobre a pausa em todas as operações militares", destacaram os 28 líderes europeus em uma declaração publicada na madrugada desta sexta-feira (18).

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