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Hong Kong: novos protestos após a agressão de dois manifestantes

Manifestantes saíram às ruas de Hong Kong nesse domingo, 20 de outubro de 2019.
Manifestantes saíram às ruas de Hong Kong nesse domingo, 20 de outubro de 2019. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra dezenas de milhares de manifestantes que tomaram as ruas de Hong Kong nesse domingo (20), apesar da proibição do governo. Esse é o vigésimo fim de semana consecutivo de protestos na ex-colônia britânica, que vive a pior crise política desde o seu retorno à China, em 1997.

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A população denuncia a diminuição das liberdades e a crescente interferência de Pequim nos assuntos de sua região semiautônoma.

Invocado razões de segurança, as autoridades haviam proibido o comício em Tsim Sha Tsui, uma área densamente povoada e conhecida por suas lojas e hotéis de luxo.

A marcha foi pacífica, até que pequenos grupos radicais vestidos de preto jogaram coquetéis molotov em uma delegacia, estações de metrô e bancos chineses.

A polícia respondeu. Um equipamento que projeta um líquido azul para identificar os manifestantes, misturado com uma solução de pimenta que queima a pele, foi posicionado na Nathan Road, uma das ruas de maior movimento de Hong Kong.

Para impedir o avanço das tropas de ordem, manifestantes mais radicais incendiaram barricadas improvisadas.

Desde junho, a ex-colônia britânica passa por uma crise política, com manifestações quase diárias.

Violência crescente

Depois que as autoridades proibiram o uso de máscaras durante os protestos, no início de outubro, Hong Kong sofreu uma onda de violência, com muitos atos de vandalismo contra empresas acusadas de apoiarem o governo pró-Pequim.

Violentos ataques a dois ativistas pró-democracia, nos últimos dias, enfureceram os manifestantes.

Jimmy Sham, uma das figuras mais conhecidas dos grupos pró-democracia, foi hospitalizado após ser violentamente agredido com martelo por desconhecidos.

Sham é o principal porta-voz da Frente Civil de Direitos Humanos (FCHR), uma organização que promove a não-violência e que esteve por trás dos protestos pacíficos dos últimos meses.

Um homem de 19 anos que distribuía panfletos pedindo manifestações também foi gravemente ferido por uma pessoa que o esfaqueou no pescoço e no abdômen.

"Quanto mais reprimem, mais resistimos", disse Yeung, uma manifestante, de 69 anos.

Para o regime chinês, esses protestos são o resultado de uma conspiração ocidental para impor à força a democracia no território autônomo.

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