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Potências internacionais lamentam saída dos EUA do Acordo de Paris

A saída dos Estados Unidos do acordo "torna ainda mais necessária a associação franco-chinesa sobre clima e biodiversidade", afirmou o governo francês.
A saída dos Estados Unidos do acordo "torna ainda mais necessária a associação franco-chinesa sobre clima e biodiversidade", afirmou o governo francês. REUTERS/Yves Herman/File Photo

A China, principal emissora de gases de efeito estufa, afirmou nesta terça-feira (5) lamentar a decisão dos Estados Unidos de deixarem o Acordo de Paris sobre o Clima. França e Rússia seguiram na mesma linha. As reações pela saída dos americanos do esforço mundial pela redução do aquecimento global acontecem no mesmo dia em que pesquisadores anunciaram que o mês passado foi o outubro mais quente já registrado no planeta. 

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A China deplorou a decisão de Washington. “Esperávamos que os Estados Unidos mostrassem maior responsabilidade e contribuíssem mais com o processo de cooperação multilateral, em vez de adicionar mais energia negativa", disse Geng Shuang, porta-voz da diplomacia chinesa.

A reação do governo chinês coincide com a assinatura, na quarta-feira (6) em Pequim, de um documento climático conjunto do presidente Xi Jinping e do presidente francês, Emmanuel Macron, que está em visita oficial ao país.

A saída dos Estados Unidos do acordo "torna ainda mais necessária a associação franco-chinesa sobre clima e biodiversidade", afirmou o governo francês.

Um porta-voz do Kremlin também lamentou esse "golpe sério" ao Acordo de Paris sobre o clima. "Sem a maior economia do mundo, é difícil falar sobre acordo climático", afirmou.

Maioria dos americanos segue comprometida

Apesar da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada pelo governo de Donald Trump na segunda-feira (4), as coalizões de estados, cidades e empresas americanas comprometidas com o combate às mudanças climáticas já representam quase 70% do PIB dos EUA e quase 65% da população.

Mais de três quartos (77%) dos eleitores registrados no país apoiam a continuação da participação dos Estados Unidos no acordo climático, incluindo quase todos os Democratas (92%), três em cada quatro eleitores independentes (75%) e 60% dos republicanos.

Uma delegação com líderes não-federais norte-americanos irá a Madri para as próximas negociações da COP25, em dezembro. Este será o terceiro ano consecutivo em que o movimento “We Are Still In" (seguimos dentro) com a liderança e o apoio financeiro do Enviado Especial da ONU para a Ação Climática, Michael Bloomberg, estará preenchendo o vácuo deixado pelo governo americano nas negociações da ONU.

Outubro mais quente da história

Em 2019, o planeta teve o mês de outubro mais quente de sua história, informou nesta terça-feira o Serviço Europeu Copernicus de Mudanças Climáticas.

O mês de outubro deste ano foi 0,63°C acima da temperatura média do período de referência de 1981-2000, batendo muito pouco (0,01°C) outubro de 2015, mas a 1,2°C acima da temperatura registrada no período pré-industrial.

"Este é o quinto mês consecutivo que está batendo um recorde ou se aproximando muito dele", diz o comunicado do Copernicus.

De acordo com os dados da instituição, junho de 2019 já tinha sido o mais quente até hoje, enquanto julho atingiu o recorde de mês mais quente de todos os tempos.

Os últimos quatro anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Em agosto, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) já estimava que 2019 estaria no top 5 das previsões, em linha com os impactos das mudanças climáticas previstas pelos cientistas.

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