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Turquia vai começar a devolver terroristas a países de origem na Europa

Ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, disse que o país está pronto para começar a expulsar terroristas estrangeiros.
Ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, disse que o país está pronto para começar a expulsar terroristas estrangeiros. Ahmet Bolat/Pool via REUTERS

A Turquia afirma que vai começar a enviar, a partir de segunda-feira (11), os jihadistas estrangeiros do grupo Estado Islâmico (EI) detidos nas prisões turcas para seus respectivos países de origem.

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"Eu digo que vamos enviá-los. Começaremos a partir de segunda-feira", informou o ministro do Interior Suleyman Soylu, citado pela agência de imprensa estatal Anadolu. O ministro turco não especificou quais países serão afetados pela medida.

O presidente Recep Tayyip Erdogan disse na quinta-feira (7) que mais de 1.150 membros do grupo terrorista estão atualmente encarcerados nas prisões turcas.

Ancara pede regularmente aos países europeus que resgatem seus cidadãos que se juntaram às fileiras do Estado Islâmico na Síria, mas relutam em repatriá-los. Países como a França evocam razões de segurança. Além disso, a medida é bastante impopular.

Nacionalidade retirada

Na segunda-feira, Soylu já havia afirmado que a Turquia devolveria combatentes estrangeiros da organização extremista para seus países, inclusive aqueles que tiveram a nacionalidade retirada. Porém, há incertezas sobre como a Turquia poderia enviar uma pessoa de volta a um país do qual não seria mais oficialmente cidadã.

A Turquia é suspeita de ter feito vista grossa para a passagem de jihadistas europeus por suas fronteiras para se juntar à Síria, após o início do conflito que devasta o país vizinho desde 2011. Atingida por vários ataques cometidos pelo grupo Estados Islâmico, a Turquia se juntou à coalizão internacional contra o terrorismo em 2015.

No entanto, Ancara foi acusada de enfraquecer a luta contra integrantes da organização ao lançar, em 9 de outubro, uma ofensiva contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG). Os curdos sírios foram os principais combatentes dos jihadistas no norte do país.

Com informações da AFP

 

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