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Hong Kong/ Protestos

Hong Kong: manifestantes escapam de cerco à Universidade Politécnica

Manifestantes são escoltados pela polícia fora do campus da Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) durante confrontos com a polícia em Hong Kong, China 18 de novembro de 2019.
Manifestantes são escoltados pela polícia fora do campus da Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) durante confrontos com a polícia em Hong Kong, China 18 de novembro de 2019. REUTERS/Thomas Peter

Dezenas de manifestantes de Hong Kong escaparam de um cerco policial de dois dias em um campus universitário nesta segunda-feira (18). Eles desceram de uma ponte pendurados em uma corda e foram resgatados por motos, que os aguardavam na estrada.

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Confrontos ocorreram durante todo o dia entre manifestantes e policiais, que ameaçaram desalojar à força ativistas escondidos na Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU). O cerco à universidade se tornou uma batalha entre os policiais em Hong Kong e o movimento de protesto. Nesta segunda-feira (13), dezenas de manifestantes vestidos de preto usaram uma corda para descer de uma ponte. Um grupo de motociclistas os aguardava na estrada.

Milhares de hong kongers correram para o campus da PolyU para romper o cerco, enquanto tumultos ocorriam simultaneamente com a polícia nas proximidades de Kowloon. Não se sabe quantos manifestantes permaneceram dentro da PolyU. Os eventos desta segunda-feira dão início à nova fase de violência, que começou na passada e levou ao caos na cidade, de 7,5 milhões de habitantes. Escolas foram fechadas, linhas de trem interrompidas e estradas principais bloqueadas por barricadas.

O medo tomou conta dos manifestantes dentro do campus - cuja ocupação é uma reviravolta nas táticas de um movimento sem líderes até agora definido por sua natureza fluida. Protestos ocorreram em várias outras partes da península de Hong Kong, com barricadas improvisadas nas ruas comerciais movimentadas, as superfícies das estradas cheias de tijolos para dificultar os veículos.

A polícia disparou gás lacrimogêneo contra grupos que se reuniram nas áreas de Tsim Sha Tsui e Jordan, onde também fizeram várias prisões, em locais ativos no meio da noite.

China recusa demandas

A China se recusou a ceder a qualquer uma das demandas dos manifestantes e alertou que não tolerará os protestos na cidade semi-autônoma. Soldados chineses que apareceram brevemente nas ruas de Hong Kong, no fim de semana, supostamente para limpar detritos, deram margem a especulações sobre uma eventual intervenção militar. O embaixador da China na Grã-Bretanha, Liu Xiaoming, subiu o tom nesta segunda-feira.

"O governo de Hong Kong está tentando controlar a situação. Mas, se ela se tornar incontrolável, o governo central certamente não vai ficar sentado, esperando. Temos resolução e poder suficientes para acabar com a agitação", disse. Mais cedo, a polícia prendeu dezenas de pessoas, enquanto os manifestantes corriam às pressas- às vezes espancando pessoas com bastões enquanto as seguravam no chão.

"Além de me render, não vejo nenhuma opção viável para eles", disse Cheuk Hau-yip, comandante da polícia de Kowloon West, em entrevista coletiva. A área foi designada zona de 'tumultos' - uma acusação de motim leva até dez anos de prisão - e Cheuk reiterou que a polícia vai reagir, se confrontada "a armas mortais".

Confrontos intensos

Os protestos começaram pacificamente em junho, contra um projeto de extradição da China e se transformaram em uma ação de confronto para defender as liberdades individuais da cidade da invasão percebida por Pequim.Os últimos dias foram particularmente violentos, com um policial atingido na perna por uma flecha e um veículo policial blindado. Três pessoas foram baleadas.

Bloqueios

A agitação abalou Hong Kong, anteriormente estável, levando o centro financeiro internacional à recessão e assustando os turistas. A violência piorou este mês, com dois homens mortos em incidentes separados. No sábado (16), dezenas de soldados do Exército de Libertação do Povo Chinês deixaram brevemente seu quartel em Hong Kong para ajudar a limpar as ruas. Foi uma operação rara e simbólica, pois as tropas normalmente estão confinadas em quartéis e devem ser chamadas apenas em momentos de emergência.

(Com informações da AFP)

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