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Israel/EUA

Para os EUA, assentamentos de Israel na Cisjordânia não ferem o direito internacional

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, defendeu os assentamentos em Israel
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, defendeu os assentamentos em Israel COSTAS BALTAS / POOL / AFP

Os Estados Unidos não consideram mais os assentamentos israelenses na Cisjordânia contrários ao Direito Internacional. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18) pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante uma coletiva de imprensa. As ocupações são consideradas ilegais pela ONU (Organização das Nações Unidas) e grande parte da comunidade internacional.

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“Depois de examinar todos os argumentos desse debate jurídico, a administração Trump conclui que a criação de assentamento civis israelense não é contrária ao direito internacional”, disse Pompeo. As colônias implantadas em territórios palestinos, desde 1967, são consideradas ilegais pela ONU e a comunidade internacional as considera como um obstáculo para a obtenção de um acordo de paz.

“A verdade é que nunca haverá solução para o conflito, e os debates sobre quem tem razão ou não do ponto de vista internacional não vão trazer a paz”, declarou o secretário de Estado americano. A decisão é simbólica, já que o ex-presidente Barack Obama condenava os assentamentos. O embaixador americano em Jerusalém, David Friedman, chegou a dizer que Israel tinha “direito de anexar uma parte da Cisjordânia ocupada.”

Autoridade Palestina denuncia posição americana

A Autoridade Palestina denunciou nesta segunda-feira (18) a posição dos Estados Unidos. Washington não está "qualificado ou autorizado para anular as disposições do direito internacional e não tem direito de legalizar as colônias", declarou em um comunicado o porta-voz da Presidência palestina, Nabil Abu Rudeina.

Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (18) que a decisão dos Estados Unidos de deixar de considerar as colônias israelenses contrárias ao direito internacional "conserta um erro histórico". "Esta política reflete uma verdade histórica, que o povo judeu é (formado por) colonos estrangeiros na Judeia e em Samaria. Na verdade, nos chamamos judeus porque viemos da Judeia", informou o comunicado, que empregou o termo bíblico da Cisjordânia.

 

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