Acessar o conteúdo principal

Papa Francisco chega à Tailândia para novo giro asiático

Papa desembarca em Bangcoc, primeira etapa da viagem que também inclui o Japão.
Papa desembarca em Bangcoc, primeira etapa da viagem que também inclui o Japão. Vatican Media/­Handout via REUTERS

O papa Francisco chegou, nesta quarta-feira (20), à Tailândia, a primeira etapa de um giro asiático que também o levará ao Japão. O diálogo interreligioso e na eliminação de armas nucleares são os dois focos da viagem.

Publicidade

Francisco é o primeiro pontífice em mais de 30 anos a visitar esses dois países, nos quais os católicos são minoria. Sorridente, o papa foi recebido em Bangcoc pelo vice-primeiro-ministro da Tailândia, Somkid Jatusripitak, e pelo ministro das Relações Exteriores, Don Pramudwinai. Sua prima Ana Rosa Sivori, missionária há mais de 50 anos no reino, também estava presente.

"Ele me disse que estava feliz em me ver e por eu poder servir de intérprete", declarou Ana Rosa, que tem um bisavô em comum com o papa. "Sua visita é uma honra não só para mim, mas para todos os tailandeses, porque ele veio aqui para falar sobre tolerância religiosa."

Dezenas de jovens com as bandeiras da Tailândia e do Vaticano cumprimentaram Francisco, que pegou nos braços uma menina Hmong, uma das muitas minorias étnicas do país, que usava trajes tradicionais nas cores preto e rosa. O papa então partiu para a embaixada do Vaticano, no centro da capital da Tailândia, onde "agora está descansando de sua longa jornada", segundo a irmã Ana Rosa Sivori.

Minoria católica

Tailândia e Japão foram evangelizados por missionários jesuítas em meados do século 16, mas os católicos são ultraminoritários. Em uma mensagem aos tailandeses antes de sua partida, Francisco, de 82 anos, prestou homenagem a uma "nação multiétnica" que "trabalhou duro para promover a harmonia e a convivência pacífica, não apenas entre seus habitantes, mas também em toda a região do Sudeste Asiático".

O papa também disse que espera "fortalecer os laços de amizade" com os budistas. Na quinta-feira (21), ele se encontrará com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um local sagrado do budismo, religião praticada por 95% das pessoas no reino. Ele também manterá conversas privadas com o primeiro-ministro, o general Prayut Chan-O-Cha, bem como com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn.

Francisco celebrará uma missa no grande estádio de Bangcoc para a comunidade católica do país, que tem cerca de 400 mil batizados. São aguardados cerca de 50 mil fiéis – incluindo várias centenas de cristãos, membros da minoria karen vindos das províncias remotas na fronteira com Mianmar.

Armas nucleares "imorais"

A sexta-feira será dedicada a reuniões com padres, religiosos e bispos do país, além de outra missa que ele celebrará na Catedral de Bangcoc, especialmente para os jovens. Ele voará no dia seguinte para o Japão, um país que desejava conhecer desde a época em que era um jovem seminarista.

O ápice da visita será no domingo, dia dedicado a Nagasaki e a Hiroshima, as duas cidades atacadas há 74 anos com bombas atômicas americanas, que causaram a morte de 74.000 e 140.000 pessoas, respectivamente.

Nestas cidades, símbolos do horror da guerra, o papa argentino prestará uma comovente homenagem às vítimas dos primeiros e únicos ataques atômicos da história e suplicará ao mundo pela eliminação total das armas nucleares. "Usar armas nucleares é imoral", clamou o papa antes de embarcar.

Esta será sua quarta viagem ao continente asiático, após ter visitado a Coreia, em 2014; Sri Lanka e Filipinas, em 2015; e Mianmar e Bangladesh, em 2017. Com a viagem, Francisco totaliza 51 países visitados desde o início de seu pontificado, afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Da aeronave, o papa enviará telegramas para as autoridades dos territórios sobre os quais sobrevoará, entre eles Hong Kong, Taiwan e China.

Com informações da AFP

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.