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Brasil/Estados Unidos

Bolsonaro nega “retaliação” de Trump em tarifas para importação de aço e alumínio

O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o chefe de Estado americano, Donald Trump
O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o chefe de Estado americano, Donald Trump Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro descartou nesta segunda-feira (2) que o anúncio da imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos às importações brasileiras de aço e alumínio seja uma medida de "retaliação". Ele se disse "quase convencido" que seu aliado, Donald Trump, ouvirá suas reivindicações.

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Trump justificou a medida pelo impacto negativo das recentes quedas do real e do peso para os produtores dos Estados Unidos. "A alegação dele, no Twitter dele, é a questão das commodities: a nossa economia basicamente vem das commodities, é o que nós temos. Espero que não nos penalize e tenho quase certeza de que ele vai nos atender", disse o presidente em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

Em março de 2018, Trump anunciou a instauração, em nível mundial, da alta das tarifas alfandegárias de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio. Alguns meses mais tarde, ele decidiu não aplicar a medida em alguns países, entre eles o Brasil e a Argentina.

Bolsonaro reiterou o já havia dito mais cedo, que poderia conversar com o presidente dos Estados Unidos a respeito de sua decisão. "Se for o caso, ligo para o Trump, eu tenho um canal aberto com ele", disse Bolsonaro, que é um admirador declarado do presidente americano.

O presidente disse ainda que vai consultar seu ministro da Economia, Paulo Guedes. A decisão de Trump atinge tanto o Brasil quanto a Argentina, que acaba de eleger Alberto Fernández, um presidente de centro-esquerda, e representa um duro golpe para o governo Bolsonaro.A decisão de Trump "fornece munição para a oposição no Brasil", disse Bolsonaro em entrevista à rádio.

Real desvalorizou 5% desde início de novembro

Os Estados Unidos são o primeiro cliente de produtos de aço semi-acabados brasileiros. A moeda brasileira desvalorizou 5% desde o início de novembro em relação ao dólar, superando sucessivos mínimos históricos. Na semana passada, pela primeira vez um dólar passou de 4,27 reais, contra 4,01 no início de novembro.

Nesta segunda-feira (1), o dólar foi cotado a 4,22 reais. A depreciação, segundo analistas, se deve principalmente às incertezas causadas pela guerra comercial entre a China e os Estados Unidos e às dúvidas dos investidores sobre a capacidade do governo brasileiro de continuar com seu plano de reformas pró-mercado.

Trump havia anunciado no início de 2018 a implementação de tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio, mas depois retirou vários países da lista, inclusive Brasil e Argentina.

(Com informações da AFP)

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