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Rússia/China

Inauguração de novo gasoduto reforça cooperação entre Rússia e China

etação de compressão Atamanskaya, parte do projeto Power Of Siberia da Gazprom fora da cidade de Svobodny, na região de Amur, na R►.
etação de compressão Atamanskaya, parte do projeto Power Of Siberia da Gazprom fora da cidade de Svobodny, na região de Amur, na R►. REUTERS/Maxim Shemetov.

O presidente russo Vladimir Putin e o chinês, Xi Jinping, inauguraram nesta segunda-feira (2) um gasoduto "histórico", o Power of Siberia, que vai conectar os dois países pela primeira vez.

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A inauguração é um "evento histórico, não apenas para o mercado mundial de energia, mas sobretudo para vocês e para nós, para Rússia e China”, disse o presidente Vladimir Putin em uma videoconferência exibida pela TV russa. Em seus mais de 2.000 quilômetros de tubulações, o gasoduto Power of Siberia conecta as reservas da Sibéria oriental com a fronteira. Depois de finalizada, a rede terá mais de 3.000 quilômetros. O gasoduto, o primeiro a unir os dois países, simboliza a colaboração estratégica das duas potências, sobretudo no setor energético.

"A torneira está aberta e o gás já entra na China”, disse o presidente da Gazprom, Alexei Miller, acompanhado de vários funcionários com uniforme azul e branco, as cores da empresa. Segundo o chefe de Estado russo, a efetivação do projeto vai reforçar a cooperação estratégica entre a Rússia e a China, “que vai entrar em um novo nível”, declarou. A China espera concluir o gasoduto em 2022-2023 para levar o gás até Xangai.

"O desenvolvimento das relações sino-russas é e será uma prioridade da política estrangeira de cada um de nossos países", declarou o presidente Xi Jinping, muito próximo a Putin. "Este é um projeto histórico e constitui um exemplo de integração profunda e de cooperação mutuamente benéfico entre nossos países", completou. O custo do Power of Siberia foi estimado pela Gazprom em € 55 bilhões de dólares e em 2022-2023 terá uma capacidade de 38 bilhões de metros cúbicos anuais, o equivalente a 9,5% do gás consumido na China, que vive um "renascimento" de seu setor de gás, "comercialmente astuto e mais estratégico do que nunca".

Dez anos de negociações

De acordo com Gazprom, as obras mobilizaram cerca de 10.000 trabalhadores. O projeto, que servirá para alimentar as enormes necessidades energéticas da China, concretiza aproximação com a Ásia. A Rússia assinou um contrato de fornecimento de gás para a China estimado em mais de US$ 400 bilhões de dólares nos próximos 30 anos. O documento foi assinado entre a Gazprom e a companhia chinesa CNPC, em maio de 2014, após dez anos de negociações. O novo gasoduto "é um dos projetos energéticos mais esperados da Ásia", afirmam os analistas da S&P Global Platts.

 

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