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Mali/França

Macron homenageia 13 soldados mortos no Mali em cerimônia em Paris

O presidente francês Emmanuel Macron presta homenagem em frente aos caixões decorados com bandeiras dos treze soldados franceses mortos no Mali, durante uma cerimônia no Hotel National des Invalides em Paris, França, em 2 de dezembro de 2019.
O presidente francês Emmanuel Macron presta homenagem em frente aos caixões decorados com bandeiras dos treze soldados franceses mortos no Mali, durante uma cerimônia no Hotel National des Invalides em Paris, França, em 2 de dezembro de 2019. REUTERS/Charles Platiau

O presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem nesta segunda-feira (2) aos soldados mortos em uma colisão de helicóptero no Mali, no dia 26 de novembro. A cerimônia aconteceu na Esplanada dos Inválidos, em Paris, e contou com a presença de autoridades da França e do país africano e de familiares dos militares.

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Eu me inclino diante do sacrifício deles, que morreram por todos nós”, declarou o chefe de Estado francês, durante a cerimônia que homenageou os soldados. “Eles morreram em ação, pela França, pela proteção dos povos do Sahel, pela segurança de seus compatriotas e pela liberdade do mundo, por todos nós que estamos aqui”, acrescentou o presidente francês, diante dos 13 caixões colocados no pátio do Hotel dos Inválidos, monumento situado no 7°distrito da capital francesa.

O local recebe, desde o século 18, veteranos e feridos de guerra. Os corpos dos soldados chegaram à França neste domingo (1). A homenagem contou com a participação de 2500 convidados, entre eles o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita. Em seguida, Macron fez uma homenagem póstuma, concedendo o título de cavaleiros da Ordem Nacional da Legião de Honra aos soldados. A medalha foi colocada em cima de cada caixão.O presidente francês falou sobre cada soldado individualmente. Ele também descreveu a noite da morte dos militares, emocionando os presentes.

Missão de combate

“As lágrimas caem em todas as terras da França, mas nossas lágrimas de tristeza são um misto de esperança e de determinação: a esperança em nossa juventude, em nossas forças armadas. A determinação que fará triunfar os valores republicanos”, disse. Em seguida, Macron fez uma homenagem póstuma, concedendo o título de cavaleiros da Ordem Nacional da Legião de Honra aos soldados. A medalha foi colocada em Em seu discurso, Macron também lembrou “do engajamento profundo, modesto e discreto”, que só “se tornou público por conta de seu sacrifício, distante do tumulto causado pelas palavras inúteis”, declarou, em alusão à polêmica envolvendo as circunstâncias do acidente. Os militares morreram em um acidente de dois helicópteros, a maior perda para as Forças Armadas francesas desde o atentado ao quartel francês em Drakkar, em Beirute, em 1983, que deixou 58 mortos.

O acidente aconteceu durante uma missão de combate contra os jihadistas na região. Em entrevista à RFI, o chefe das Forças Armadas francesas, o general François Lecointre, desmentiu a versão de que eles estariam fugindo dos tiros de membros do grupo Estado Islâmico. Um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias do acidente. Atualmente, 4.500 soldados franceses estão presentes no Sahel africano, para reestabelecer a segurança na região.

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