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Crimes financeiros

Megaoperação prende 228 pessoas por lavagem de dinheiro em 31 países

Sede da Europol fica na Holanda.
Sede da Europol fica na Holanda. LEX VAN LIESHOUT / ANP / AFP

Policiais de 31 países prenderam 228 pessoas e identificaram mais de 3,8 mil "mulas financeiras", em uma gigantesca operação contra a lavagem de dinheiro, anunciou nesta quarta-feira (4) a agência europeia de polícia, Europol. A operação, executada de setembro a novembro, resultou na abertura de mais de 1 mil investigações criminais e permitiu evitar "uma perda total de € 12,9 milhões" (US$ 14,2 milhões), afirmou a Europol em um comunicado.

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"Mais de 650 bancos, 17 associações de bancos e outras instituições financeiras contribuíram para a declaração de 7.520 transações fraudulentas de mulas financeiras ", explicou a agência policial.

As "mulas financeiras" participam, muitas vezes sem saber, de atividades de lavagem de dinheiro, recebendo e transferindo quantias obtidas ilegalmente, indicou a Europol. A operação, que contou com a colaboração da unidade europeia de cooperação Eurojust e a Federação Bancária Europeia (FBE), permitiu identificar 3.833 dessas mulas e 386 recrutadores, dos quais 228 foram detidos.

As mulas também podem ter de enfrentar a Justiça. "Embora as mulas ajam sem perceber, estão cometendo um crime", adverte a Europol. "A polícia vai recorrer primeiro à pessoa cujo nome está na conta bancária e as consequências legais podem ser graves", afirmou a agência.

Golpes na internet

Os recrutadores, particularmente ativos nas redes sociais, convencem as vítimas "a abrir contas bancárias sob o pretexto de enviar ou receber fundos”. Os anúncios on-line propõem técnicas "para enriquecer rapidamente", amplamente usadas para atrair estudantes e jovens.

Os casos de "golpes românticos" também aumentaram este ano, à medida que os criminosos recrutam cada vez mais mulas nos portais de namoro online. A operação teve desmembramentos em países como Alemanha, Bélgica, Espanha, Suíça, Reino Unidos, Estados Unidos e Austrália.

Segundo a Europol, de acordo com a lei em vigor em cada país, as mulas podem "estar sujeitas a longas penas de prisão e adquirir antecedentes criminais que podem afetar seriamente o resto de suas vidas como, por exemplo, impedi-las de obter um empréstimo ou abrir uma conta bancária".

Para sensibilizar o público sobre este tipo de fraude, a Europol lançou nesta quarta-feira (4) uma campanha intitulada "Não seja mula".

Com informações da AFP

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