Acessar o conteúdo principal
Naufrágio/ Migrantes

Barco de migrantes naufraga na Mauritânia; pelo menos 58 morreram

83 pessoas conseguiram alcançar a costa a nado, no naufrágio de um barco na Mauritânia em 4 de dezembro de 2019. (Imagem ilustrativa)
83 pessoas conseguiram alcançar a costa a nado, no naufrágio de um barco na Mauritânia em 4 de dezembro de 2019. (Imagem ilustrativa) REUTERS/Mauro Buccarello

Pelo menos 58 migrantes que viajavam para a Europa morreram quando seu barco improvisado afundou na costa da Mauritânia, mas 83 sobreviventes conseguiram nadar até a costa, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A maioria das pessoas a bordo tinha entre 20 e 30 anos.

Publicidade

Os migrantes "eram na maioria imigrantes clandestinos que tentavam chegar à Espanha, vindos de Banjul, na Gâmbia", disse o Ministério do Interior da Mauritânia em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (4).

"Pelo menos 58 pessoas foram confirmadas mortas depois que um navio que transportava migrantes afundou ao se aproximar da costa da Mauritânia", afirmou a OIM em comunicado. "Oitenta e três outros nadaram até a praia e estão recebendo assistência."

O navio imigrante afundou cerca de 25 quilômetros ao norte da cidade de Nouadhibou, perto da fronteira com o Saara Ocidental, disse um oficial de segurança mauritano.

"A embarcação atingiu uma pedra no meio do mar, começou a pegar água e o motor desmoronou", disse o oficial. "Eles não estavam longe da costa, mas uma grande onda os impediu de chegar à costa de barco", completou.

Fome e frio

O funcionário acrescentou que não havia nada a bordo e que os migrantes estavam com fome e frio, por isso pularam no mar e começaram a nadar. A OIM disse que os sobreviventes disseram que o barco deixou a Gâmbia em 27 de novembro.

As tentativas de travessia de migrantes para a Europa ao longo da costa da África Ocidental - conhecida como "rota ocidental" - cresceram em número nos últimos anos.

No ano passado, houve um "aumento substancial" nas chegadas à Europa ao longo desta rota, que contorna o Marrocos, com mais de 65.000 pessoas atravessando o Mediterrâneo por lá, informou a União Europeia.

Em março, suspeita-se que dezenas de pessoas tenham se afogado quando um barco migrante que pratica essa rota afundou na costa de Marrocos.

Os sobreviventes do naufrágio desta quarta-feira (4) na Mauritânia disseram à OIM que havia pelo menos 150 pessoas a bordo quando a embarcação caiu, incluindo mulheres e crianças.

O Ministério do Interior da Mauritânia também disse que o navio transportava entre 150 e 180 pessoas, acrescentando que a maioria dos passageiros tinha entre 20 e 30 anos.

"Infelizmente, contamos 58 mortos", disse o ministério, acrescentando que 10 sobreviventes precisam de tratamento médico de emergência.

Acrescentou que 85 sobreviventes no total foram acolhidos, de acordo com as normas de "solidariedade humana" e "hospitalidade africana".

Os que precisavam de tratamento foram transportados para um hospital em Nouadhibou, onde um médico, que pediu anonimato, disse que os sobreviventes chegaram "exaustos, famintos, com moral em zero".

Laura Lungarotti, chefe da missão da OIM na Mauritânia, disse que a prioridade agora é cuidar dos sobreviventes. As autoridades mauritanas entraram em contato com seus colegas gambianos e o embaixador do país deve visitar Nouadhibou.

"Essa situação lembra a tragédia por trás do fenômeno da imigração clandestina, que está dizimando a juventude africana", disse o Ministério do Interior da Mauritânia.

(Com informações da AFP)

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.