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Economia

Japão lança plano econômico para evitar que país comece 2020 em recessão

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe anunciou mais um plano para tentar relançar a economia do país.
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe anunciou mais um plano para tentar relançar a economia do país. REUTERS/Issei Kato

O primeiro-ministro japonêsShinzo Abe apresentou nesta quinta-feira (5) um plano de ajuda de 13 trilhões de yens (mais de R$ 500 bilhões) para evitar que a economia do país, que já está fragilizada, entre em 2020 em um contexto de recessão perene. Os investimentos serão usados principalmente na modernização de infraestruturas.

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Após um terceiro trimestre em queda, os economistas preveem uma forte retração do PIB japonês. As principais razões são a alta recente dos impostos sobre produtos, que provocou uma diminuição do consumo, mas também as exportações em baixa, a passagem do tufão Hagibis em outubro e a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, que acaba respingando no Japão.

Diante desse contexto, o governo japonês decidiu injetar 13 trilhões de yens em sua economia. Pelo menos metade do valor será usado na reparação dos estragos provocados pelo tufão que deixou 80 mortos e um rastro de destruição.  

Além de investimentos no setor público dedicados à infraestrutura, o plano prevê ajudas à exportação para produtores locais, cada vez mais preocupados com as possíveis consequências do fim, no ano que vem, do acordo de livre-comércio sobre produtos agrícolas assinado entre Tóquio e Washington.

O Japão está acostumando a recorrer a planos para relançar sua economia, um dispositivo que o país pode usar de maneira autônoma, já que não depende de credores estrangeiros. O Estado japonês financia seus gastos públicos emitindo títulos com taxas quase inexistentes, que são em seguida comprados por seu Banco Central e por grandes grupos financeiros locais.

No entanto, especialistas temem que esse novo plano para relançar a economia não seja suficiente em razão da difícil situação do país. A dívida japonesa já se aproxima de 240% do PIB.

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