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Estados Unidos/Irã

EUA e Irã libertam prisioneiros detidos nos dois países

O chanceler iraniano Javad Zarif anunciou a libertação de um prisioneiro americano detido no Irã.
O chanceler iraniano Javad Zarif anunciou a libertação de um prisioneiro americano detido no Irã. REUTERS/Evgenia Novozhenina/File Photo

Um iraniano detido nos Estados Unidos, Massud Soleimani, e um prisioneiro americano no Irã, Xiyue Wang, foram libertados neste sábado (7). O anúncio foi feito pelo ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, e o presidente americano, Donald Trump.

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O chanceler iraniano publicou uma mensagem no Twitter se dizendo “feliz pelo professor Massud Soleimani e pelo senhor Xiyue Wang que, em breve, vão encontrar suas famílias.” Zarif compartilhou fotos mostrando Soleimani com ele em um avião. O presidente americano, Donald Trump, também informou em comunicado a libertação de Wang. "Depois de ficar detido por mais de três anos no Irã, Xiyue Wang está a caminho dos Estados Unidos", afirmou.

O presidente americano, no entanto, não mencionou a libertação simultânea de Soleimani. Zarif agradeceu o governo suíço, que representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã na ausência de relações diplomáticas entre os dois países desde 1980. Soleimani "foi libertado alguns momentos após um ano de detenção ilegal e entregue às autoridades iranianas na Suíça", disse a agência estatal iraniana Irna.

Detido sem julgamento, diz Irã

Massud Soleimani, professor da Universidade Tarbiat Moddares de Teerã e especialista em células-tronco, viajou aos Estados Unidos em 22 de outubro de 2018 para pesquisa e foi mantido em detenção sem julgamento, segundo a Irna. Xiyue Wang, pesquisador sino-americano, cumpre 10 anos de prisão por espionagem no Irã. Aluno de doutorado em história na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Wang estava realizando pesquisas sobre a dinastia Qajar no Irã, onde foi preso em agosto de 2016.

Em nota, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, agradeceu ao governo suíço e disse estar "satisfeito por Teerã ter agido de forma construtiva nesse assunto". Ele disse que os Estados Unidos continuarão “pedindo a libertação de todos os cidadãos norte-americanos detidos injustamente no Irã", acrescentou.

As relações entre o Irã e os Estados Unidos deterioraram-se muito desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump retirou seu país do acordo internacional nuclear iraniano, antes de restabelecer unilateralmente as sanções econômicas contra Teerã. As detenções de estrangeiros no Irã, principalmente binacionais, frequentemente acusados de espionagem, aumentaram desde essa época.

Entre eles, o americano Michael White, condenado em março a mais de dez anos de prisão, o iraniano-britânico Nazanin Zaghari-Ratcliffe preso desde 2016 por sedição, e iranianos-americanos, incluindo o empresário Siamak Namazi e seu pai Mohammad Bagher Namazi, que cumprem uma sentença de dez anos por "espionagem" desde 2015 e 2016.

Número de detidos no exterior é desconhecido

As autoridades iranianas também prenderam em junho o pesquisador francês Roland Marchal, ao mesmo tempo que sua colega iraniana-francesa Fariba Adelkhah, especialista em islamismo xiita, cuja detenção foi confirmada por Teerã em julho. Em outubro, os australianos Jolie King e Mark Firkin, que foram presos sob a acusação de "espionagem", foram libertados em uma provável troca de prisioneiros com a estudante iraniana Reza Dehbashi. O número de iranianos detidos no exterior não é conhecido.

(Com informações da AFP)

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