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Israel/eleições

Para evitar novas eleições, Netanyahu volta a defender que Israel anexe parte da Cisjordânia

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta evitar novas eleições legislativas
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta evitar novas eleições legislativas Abir Sultan/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou neste domingo (8) sua intenção de anexar uma parte da Cisjordânia ocupada, na tentativa de evitar novas eleições legislativas.

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Segundo o premiê israelense, "chegou a hora de aplicar a soberania israelense no Vale do Jordão e legalizar todas as colônias da Judéia e da Samária", termo bíblico para designar a Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel. O premiê deu a declaração durante uma coletiva organizada pelo jornal israelense de direita Makor Rishon. O objetivo é convencer seu rival, o centrista Benny Gantz, a formar um governo de união e tirar vantagem da nova posição do governo americano, que é favorável aos assentamentos.

Em novembro, o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, afirmou que Washington não considerava mais os assentamentos israelenses na Cisjordânia "contrários ao direito internacional", indo na contramão das resoluções adotadas pela ONU sobre a questão. Em setembro, uma semana antes das legislativas, o premiê anunciou sua intenção de anexar as colônias do Vale do Jordão - área que representa cerca de 30% da Cisjordânia ocupada- caso vencesse as eleições.

Depois do fracasso do premiê para formar um governo em Israel, o presidente Reuven Rivlin encarregou o Parlamento de indicar um primeiro-ministro até quarta-feira (11) para tirar Israel de um impasse político e evitar a organização de uma terceira eleição em menos de um ano. Netanyahu disse que propôs a Benny Gantz um governo de união e que não era "tarde demais para achar uma solução." Na entrevista, ele ressaltou que a próxima semana será decisiva para definir se Israel voltará às urnas ou se vai "prevalecer o bom senso."

Na sexta-feira (6), a Câmara americana dos representantes adotou uma resolução exigindo que qualquer plano de paz no Oriente Médio apresentado pelos Estados Unidos defenda uma solução prevendo dois Estados: um Palestino e outro israelense. Mais de 400 mil israelenses se instalaram em assentamentos na Cisjordânia, que são considerados por uma grande parte da comunidade internacional como um dos principais obstáculos para solucionar o conflito.

Bombardeios em Gaza

Aviões israelenses lançaram vários bombardeios na Faixa de Gaza na madrugada deste domingo (8), horas depois do disparo de três foguetes pelo movimento Hamas, segundo autoridades palestinas. Os ataques israelenses atingiram dois alvos das brigadas Ezzeldin Al Qassam, braço militar do Hamas, no norte e no oeste de Gaza. Os ataques não deixaram feridos.

Na noite deste sábado (7), ativistas palestinos em Gaza dispararam três foguetes contra o sul de Israel, que foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis israelense "Cúpula de ferro". O último disparo de foguete de Gaza, controlado pelo Hamas, aconteceu em 29 de novembro. O exército israelense atacou, então, uma posição do Hamas na Faixa de Gaza, em resposta ao disparo de um foguete contra o sul de Israel.

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