Acessar o conteúdo principal
Argélia/protestos

Argélia: manifestantes saem às ruas após eleição de Abdelmadjid Tebboune

Eleitor que apoia o candidato Abdelmadjid Tebboune comemora vitória na sede de campanha depois de ter sido proclamado como novo presidente, em Argel, Argélia, 13 de dezembro de 2019.
Eleitor que apoia o candidato Abdelmadjid Tebboune comemora vitória na sede de campanha depois de ter sido proclamado como novo presidente, em Argel, Argélia, 13 de dezembro de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

Abdelmadjid Tebboune, ex-chefe de governo do presidente Abdelaziz Buteflika, foi eleito presidente da Argélia no primeiro turno das eleições realizadas na última quinta-feira (12). A informação foi anunciada pelas autoridades nesta sexta-feira (13) e já gera violentas manifestações nas ruas do país.

Publicidade

A vitória de Tebbounne foi comemorada por seus partidários na sede do partido em Argel. Os resultados definitivos serão publicados entre 16 e 25 de dezembro, depois das análises dos recursos.

O ex-primeiro-ministro venceu Abdelkader Bengrina, Ali Benflis, Azzedine Mihoubi e Abdelaziz Belaïd que tiveram 17,38%, 10,55%, 7,26% e 6,66% dos votos, respectivamente. Tebboune, 74 anos, recebeu 58,15% dos votos, segundo o presidente da Autoridade Nacional de Eleições, Mohamed Charfi.

Logo após o anúncio da vitória, uma maré humana tomou conta do centro de Argel para protestar. “As eleições foram manipuladas. Seu presidente não vai nos governar", gritavam em coro os manifestantes. 

Os argelinos exigem uma renovação total das estruturas políticas. Além Tebboune, que dirigiu o governo de Buteflika, todos os candidatos do pleito eram próximos ou aliados do ex-presidente. Dois deles foram seus primeiros-ministros e outros dois ministros. 

Recorde de abstenção

As eleições foram marcadas por uma abstenção recorde. Segundo dados oficiais, apenas 39,83% dos eleitores votaram. 

Analistas já destacam a ausência de legitimidade do futuro presidente, que sucederá oficialmente o chefe de Estado interino, Abdelkader Bensalah.

Os protestos contra o resultado do pleito se somam a uma onda de contestação popular que toma conta do país desde fevereiro, com manifestações nas ruas, sempre às sextas-feiras. O movimento é o mais intenso desde a independência da Argélia, em 1962.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.