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Hong Kong/Prova de força

Movimento pró-democracia de Hong Kong ganha novos adeptos e leva mais de 1 milhão às ruas

Hong Kong iniciou o ano de 2020 com protestos e enfrentamentos entre manifestantes pró-democracia e a polícia.
Hong Kong iniciou o ano de 2020 com protestos e enfrentamentos entre manifestantes pró-democracia e a polícia. REUTERS/Lucy Nicholson

Mais de um milhão de pessoas lotaram as ruas em uma marcha pró-democracia de Ano-Novo nesta quarta-feira (1) em Hong Kong. Os manifestantes tentam dar um novo impulso ao movimento de protesto, que já dura vários meses, contra o governo central de Pequim. Cerca de 400 pessoas foram detidas por enfrentamentos com policiais, informaram as autoridades.

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Stéphane Lagarde, correspondente da RFI em Hong Kong

O protesto foi autorizado pela polícia e 12 novos sindicatos foram vistos na passeata gigantesca. Os manifestantes voltaram a pedir ao governo chinês que ceda às reivindicações do movimento. Quando o cortejo passou diante da Igreja Metodista no bairro de Wan, um orador literalmente gritava pelos autofalantes do templo as cinco reivindicações que se tornaram o "evangelho" dos militantes.

Outros temas foram incorporados nos slogans, como maior acesso dos jovens ao mercado de trabalho e melhorias nas condições de emprego. Ombre, 23 anos, membro de um novo sindicato de free-lancers que atuam no setor de imprensa, edição e marketing, disse à reportagem da RFI que a entidade foi criada para diversificar as formas de mobilização. "Para nós, é impossível fazer greve ou defender os interesses de colegas envolvidos politicamente no movimento", explicou.

Os novos sindicatos vistos hoje nas ruas são considerados primordiais para manter a chama do movimento acesa. No trajeto da passeata, cartazes convidavam profissionais de várias áreas, como barmen, técnicos do setor de eventos e marketing a aderir aos novos coletivos. Outros pediam doações para o fundo de ajuda financeira do movimento.

O professor aposentado de Ciências Políticas Joesph Yu Shek, que atua como voluntário no movimento, relatou: "Mais de 6.000 pesssoas foram presas. Algumas precisam de um advogado, outras requerem cuidados médicos. Existem manifestantes feridos que têm medo de procurar atendimento nos hospitais públicos. Essas pessoas precisam de amparo e, como se vê, muita gente está disposta a ajudar", concluiu.

Segundo um comunicado da ONG Frente Civil pelos Direitos Humanos (FCDH), com base na contagem realizada até as 18h (local) em Hong Kong, havia mais de 1,03 milhão de pessoas na manifestação desta quarta-feira, em comparação com a marcha de 9 de junho. As ONGs afirmam ter recolhido 100 milhões de dólares na moeda local - pouco mais de € 14 milhões - nas operações de coleta realizadas nas últimas semanas.

Poucos minutos antes da marcha chegar ao seu destino final, a polícia ordenou aos organizadores que encerrassem o protesto alegando atos de vandalismo ocorridos durante o trajeto.

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