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Irã/Otan

Otan pede que Irã “evite provocações” diante das ameaças dos EUA

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante entrevista coletiva após a reunião extraordinária sobre a crise iraniana.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante entrevista coletiva após a reunião extraordinária sobre a crise iraniana. REUTERS/Francois Lenoir

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu nesta segunda-feira (6) para o Irã evitar "mais violência e provocações". A declaração foi feita após a conclusão de uma reunião de embaixadores sobre a crise entre Washington e Teerã, desencadeada pela morte do general Qasem Soleimani, vítima de um ataque americano no Iraque.

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"Em nossa reunião, os aliados pediram moderação e distensão. Um novo conflito não beneficiaria ninguém, por isso o Irã deve se abster de mais violência e provocações", declarou Stoltenberg à imprensa, após a reunião extraordinária com representantes dos 29 países membros da Otan.

Stoltenberg aproveitou a ocasião para ressaltar que o ataque que resultou na morte de Soleimani foi “uma decisão dos Estados Unidos, e não da coalisão (internacional) ou da Otan”. No entanto, “todos os aliados estão preocupados com as atividades desestabilizadoras do Irã na região”, lembrou o chefe da instituição.

O chefe da aliança se referia aos ataque iranianos visando uma instalação petrolífera saudita e um drone americano, em resposta à morte do general e às ameaças feitas por Donald Trump visando Teerã. 

União Europeia teme por futuro do acordo nuclear

Além da Otan, a União Europeia tem se mostrado apreensiva diante do aumento de tensão na região. Por meio de um comunicado, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, pediu “o fim do ciclo de violência”.

Os europeus temem que o Irã abandone totalmente o acordo nuclear firmado em 2015 com a comunidade internacional, quanto Teerã se comprometeu a restringir sua atividade atômica ao uso civil.

As autoridades iranianas anunciaram no domingo (5) que iriam reduzir seus compromissos em matéria nuclear, uma decisão que havia sido tomada antes da nova fase de tensões desencadeada pela morte de Soleimani. Mas Teerã avisou que, “dada a situação”, a posição do país sobre o assunto pode mudar.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse nesta segunda-feira que "lamenta profundamente" o anúncio do Irã sobre sua decisão de elevar os limites do enriquecimento de urânio. Os ministros das Relações Exteriores do bloco se reunirão em Bruxelas na sexta-feira (10) para discutir a crise iraniana. "A aplicação completa do acordo nuclear por todos agora é mais importante do que nunca, para a estabilidade regional e a segurança global", escreveu Borrell no Twitter.

(Com informações da AFP)

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