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Malásia/lixo

Sem capacidade para reciclar, Malásia devolve lixo para países desenvolvidos

Oficiais da Indonésia examinam os contanêres de dejetos da Austrália, em Malásia.
Oficiais da Indonésia examinam os contanêres de dejetos da Austrália, em Malásia. Antara Foto/Didik Suhartono/ via REUTERS

A Malásia devolveu 150 contêineres de lixo ilegal para seus países de origem. Entre eles estão os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e o Canadá, anunciaram as autoridades nesta segunda-feira (20).

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Segundo a ministra do Meio-Ambiente da Malásia, Yeo Bee Yin, o país não quer se transformar no “lixão” do Ocidente. Os países da região têm dificuldade de gerenciar a chegada massiva dos dejetos desde 2018.

Na época, a China decidiu interromper a importação do plástico destinado à indústria da reciclagem, obrigando os países desenvolvidos a encontrar uma nova maneira de evacuar o plástico e outros materiais. A Malásia tornou-se, então, o maior receptor. O fluxo estimado é de 7 milhões de toneladas de lixo por ano.

O Ministério "continuará lutando contra a poluição, especialmente contra o lixo plástico", declarou a ministra à imprensa na cidade de Butterworth, que abriga um importante porto no norte do país. A maior parte do lixo é reciclada, mas o plástico ilegal recebido inclui materiais tóxicos liberados na atmosfera, que também acabam poluindo os aterros sanitários.

Reciclagem

A capacidade de reciclagem da Malásia é bem inferior à chegada do lixo, e algumas localidades estão atoladas de dejetos. Os países exportadores e as companhias marítimas assumiram o custo do retorno dos contêineres, segundo a ministra malaia.

“Não queremos pagar um centavo. As pessoas mandam o lixo para cá, mas não temos que pagar para mandar de volta”, reiterou. No ano passado, as Filipinas enviaram, para o Canadá, uma carga contendo 60 cointêneres, depois de um longo conflito.

Segundo a Malásia, 3.737 toneladas de lixo foram devolvidos. A França receberá de volta 43 contêineres, o Reino Unido 42, os Estados Unidos 17 e o Canadá 11. O país pretende devolver em breve outros 110 contêineres - 60 deles para os Estados Unidos, acrescentou a ministra.

 

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