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OMS

OMS alerta para a falta de equipamentos de proteção contra o coronavírus

Equipes médicas trabalham com roupas de proteção ao atender pacientes em hospital chinês.
Equipes médicas trabalham com roupas de proteção ao atender pacientes em hospital chinês. China Daily via REUTERS

O mundo enfrenta uma escassez de máscaras e outros equipamentos de proteção contra o novo coronavírus, alertou nesta sexta-feira (7) a Organização Mundial da Saúde (OMS), que trabalha junto aos fabricantes para tentar resolver os "gargalos" na produção.

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"O mundo está enfrentando uma falta crônica de equipamentos de proteção individual", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da organização em uma reunião do comitê executivo da OMS, em Genebra.

Ele fala de uma "demanda cem vezes maior do que o normal e preços até vinte vezes mais altos".

"Como resultado, agora temos estoques baixos e prazos de quatro a seis meses" para entregas, com uma situação particularmente difícil para as máscaras, que estão em alta demanda, disse o diretor-geral da OMS.

"Quando a oferta é insuficiente e a demanda é alta, pode haver más práticas como segurar estoques e vendê-los ainda mais caros. É por isso que recomendamos solidariedade ", disse o executivo.

O diretor-geral da OMS ainda acrescentou que havia conversado com funcionários da cadeia de suprimentos para saber como resolver essas dificuldades.

"A primeira prioridade são as equipes médicas e a segunda os doentes", disse Ghebreyesus, acrescentando que a agência da ONU "desencoraja o estoque em países e regiões onde a transmissão (da doença) é baixa ".

A OMS insistiu para que a maioria destes equipamentos sejam reservados aos serviços de saúde chineses e que as empresas fabricantes deem prioridade aos que mais precisam.

O governo chinês reconheceu no início da semana a necessidade urgente de máscaras protetoras para enfrentar a epidemia de pneumonia viral.

3% dos casos "críticos"

Segundo a diretora da unidade de doenças emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, 82% dos casos registrados foram considerados menores, 15% graves e 3% "críticos". Menos de 2% dos casos foram fatais, acrescentou.

A OMS comemorou o fato de que, nos últimos dois dias, o número de novos casos relatados tenha diminuído, mas alerta para que não haja otimismo prematuro. Esta é "uma boa notícia, mas não tiremos muitas conclusões, pois os números podem começar a subir novamente", alertou Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS havia lançado na quarta-feira (5) um pedido de recursos de US$ 675 milhões para combater esta epidemia. Ghebreyesus também anunciou que a agência especializada das Nações Unidas enviaria para 24 países equipamentos de proteção, incluindo 500.000 máscaras e 350.000 pares de luvas. Cerca de 250.000 testes também serão enviados para mais de 70 laboratórios em todo o mundo.

Compartilhamento de informações

Nesta sexta-feira, Ghebreyesus lamentou que alguns países não compartilhem todos os dados sobre o coronavírus, sem dizer quais. "Incitamos esses Estados membros a compartilharem essas informações imediatamente", afirmou.

"Nenhum país ou organização pode derrotar esta epidemia sozinho. Nossa única esperança é trabalharmos juntos", completou.

A OMS também rebateu críticas feitas pela organização Human Rights Watch, que acusa Pequim de ter escondido relatórios sobre a doença no momento em que o coronavírus apareceu em Wuhan, agravando a situação.

“A China é o país mais conectado ao resto do mundo. Se houvesse um desejo de esconder algo das autoridades, haveria muitos outros casos no exterior. Porque a China pode ser capaz de esconder o que está acontecendo em seu solo, mas não o que está acontecendo em outros países,” disse Ghebreyesus.

Até agora, a epidemia de pneumonia viral contaminou mais de trinta e uma mil pessoas na China continental, segundo o último balanço oficial. No resto do mundo, 240 casos foram confirmados em cerca de 30 países e territórios, incluindo duas mortes: em Hong Kong e nas Filipinas.

 

 

 

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