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Mudanças climáticas

Emissões de gases do efeito estufa de setor energético pararam de aumentar em 2019

Emissões de gases do efeito estufa de setor energético pararam de aumentar em 2019, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O setor de energia é responsável por 80% das emissões de gases do efeito estufa.
Emissões de gases do efeito estufa de setor energético pararam de aumentar em 2019, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O setor de energia é responsável por 80% das emissões de gases do efeito estufa. Reuters

Após dois anos de alta, as emissões de gases do efeito estufa do setor de energia pararam de aumentar em 2019, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE). O jornal Les Echos, desta quarta-feira (12),  destaca que 33 milhões de toneladas de gás carbônico foram emitidas em 2019, mesma quantidade do ano anterior.

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O setor da energia é responsável por 80% das emissões mundiais de gases do efeito estufa e, segundo a definição da AIE, abrange a produção de eletricidade, todos tipos de transporte e a indústria.

Segundo Les Echos, essa estagnação é importante porque o ano passado foi marcado por um crescimento de 2,9 por cento do PIB mundial, o que normalmente causaria o aumento das emissões. O diretor da Agência, Fatih Birol, entrevistado pelo jornal econômico, é otimista e afirma que agora é necessário trabalhar para que o ano de 2019 seja lembrado como o do pico de emissões mundiais de CO2 e não apenas como uma simples pausa no aumento.

Já o economista chefe da instituição, Lazlo Varro, é mais realista e afirma que a humanidade continua indo em direção ao inferno, “nós apenas tiramos o pé do acelerador”, diz.

Tendências

Algumas tendências observadas em 2019 são irreversíveis, lembra o jornal, como o aumento da produção de energias solar e eólica e o fechamento de centrais de carvão na Europa e na América do Norte. Outras são puramente conjunturais e não devem durar, como a forte desaceleração econômica indiana e o crescimento da produção nuclear no Japão e na Coreia.

Por agora, também é difícil dizer se algumas mudanças são excepcionais ou se vão continuar, como a desaceleração do crescimento econômico chinês e os preços baixos do gás, que substitui o carvão, além de invernos menos rigorosos no hemisfério norte, o que significa menos necessidade de gastar energia com aquecimento.

A substituição do carvão pelo gás deixou a Agência otimista, mas não agradou os ecologistas. Apesar de reduzir as emissões de CO2, a medida aumenta as emissões de metano, um gás que tem 86 vezes mais impacto nas mudanças climáticas.

Ainda que nos países da OCDE o volume de gases gerado pelo setor energético tenha chegado ao mesmo nível de 1980, quando a demanda de eletricidade era inferior a um terço da atual, a realidade é diferente nos países emergentes. O aumento do consumo de carvão na Ásia, fez com que as emissões aumentassem em 400 milhões de toneladas.

 

 

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