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China/coronavírus

Coronavírus: Coreia do Sul registra primeira morte e casos em seita religiosa se multiplicam

Mulheres usando máscaras como medida preventiva contra o coronavírus caminham em um mercado tradicional em Seul, Coreia do Sul, 20 de fevereiro de 2020.
Mulheres usando máscaras como medida preventiva contra o coronavírus caminham em um mercado tradicional em Seul, Coreia do Sul, 20 de fevereiro de 2020. REUTERS/Heo Ran

A Coreia do Sul registrou nesta quinta-feira (20) a primeira morte em decorrência do novo coronavírus e os casos de contágio chegam a mais de 100, quase metade deles em uma seita religiosa.

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O prefeito de Daegu - a quarta maior cidade sul-coreana com 2,5 milhões de habitantes – disse para a população ficar em casa. O comando de uma importante base americana na região restringiu o acesso ao local.

De acordo com centro coreano de controle e prevenção de doenças, o país registra um total de 51 novas contaminações, elevando para 104 o número de casos em todo país. Desses novos doentes, mais de40 estão relacionados à igreja Shincheonji, ou Templo do Tabernáculo do Testemunho, em Daegu, uma entidade acusada de ser uma seita.

Morrem dois passageiros do "Diamond Princess"

Dois passageiros idosos diagnosticados com o novo coronavírus, que estavam a bordo do navio de cruzeiro "Diamond Princess", morreram nesta quinta-feira (20). A notícia foi divulgada pela imprensa do país.

As vítimas fatais são um homem e uma mulher que estavam em quarentena há duas semanas. Eles teriam cerca de 80 anos, de acordo com a emissora de TV NHK e outros veículos. Mais de 600 casos da doença foram confirmados no "Diamond Princess". Os dois idosos estavam doentes antes de contrair o novo coronavírus e foram retirados da embarcação nos dias 11 e 12 de fevereiro, informou a TV NHK.

O Japão anunciou na noite de quarta-feira que 79 novos casos do coronavírus foram detectados a bordo, elevando o número total de casos registrados no "Diamond Princess" para 621. O navio atracado no porto de Yokohama, perto de Tóquio, é o maior foco da epidemia fora da China. Na quarta-feira, 443 pessoas desembarcaram do "Diamond Princess. A evacuação de todos os passageiros sem sintomas, cujos testes foram negativos e não tiveram contato com os portadores do vírus, levará pelo menos três dias.

China está otimista

Os esforços da China para controlar a epidemia do novo coronavírus apresentam resultados, afirmou nesta quinta-feira (20) o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, que atribuiu a redução do número de novos casos à "ação contundente" de seu país contra a doença. "A China está protegendo seu povo, mas também o resto do mundo", declarou Wang em uma reunião dos 10 ministros das Relações Exteriores da Associação de Nações dos Sudeste Asiático (ASEAN) em Laos, convocada para analisar a situação.

A epidemia é "controlável e curável", apesar do pânico mundial que provocou, destacou o ministro chinês em Vientiane, capital do Laos. As autoridades chinesas divulgaram nesta quinta-feira (noite de quarta, 19, no Brasil) o menor registro diário de novos casos do novo coronavírus em quase um mês. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, foram diagnosticados 628 novos portadores da doença na província de Hubei, epicentro da epidemia, e 45 casos em outras regiões do país.

Já o número de mortes nas últimas 24 horas foi de 114, sendo 108 óbitos na província de Hubei e outros seis em outras partes do país, elevando a 2.118 o número de vítimas fatais na epidemia do novo vírus.A maior parte dos falecimentos foi registrada na capital da província, Wuhan, onde o vírus surgiu pela primeira vez em dezembro, de acordo com a atualização diária da comissão de saúde de Hubei. Até o momento, mais de 74.500 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus no mundo.

(Com informações da AFP)

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