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Asia Bibi/Paris

Cristã paquistanesa condenada à morte por blasfêmia pede asilo à França

A paquistanesa cristã Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia em 2010 e absolvida oito anos depois
A paquistanesa cristã Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia em 2010 e absolvida oito anos depois Captrua de Vídeo

Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia em 2010, e absolvida oito anos depois, solicitou asilo político na França na segunda-feira (24). Ela será recebida pelo presidente francês, que afirmou ser favorável a acolhê-la no país. Bibi recebe nesta terça-feira (25) o título de cidadã-honorária de Paris das mãos da prefeita Anne Hidalgo.

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O caso de Asia Bibi estave nas primeiras páginas da imprensa internacional e, especialmente, no Paquistão, onde essa mãe pertencente à minoria cristã havia sido condenada à morte por blasfêmia, depois de uma discussão com mulheres muçulmanas por um copo de água. Depois de passar mais de oito anos no pavilhão da morte no Paquistão, ela foi absolvida em 2018, mas teve que deixar o país devido às pressões islâmicas. Ele finalmente se refugiou no Canadá em 2019, e agora pede asilo na França.

Bibi, 50 anos, disse que deseja obter asilo político na França, onde deve promover seu livro-depoimento "Finalmente livre!". "A França é o país onde recebi uma nova vida ... Anne-Isabelle é como um anjo para mim", disse a paquistanesa, referindo-se à jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet, com quem escreveu seu livro autobiográfico e com quem espera seguir trabalhando.

Presidente francês recebe Bibi

"Como sempre dissemos, a França está disposta a receber Asia Bibi e sua família na França, se assim o desejar", disse a Presidência, anunciando que a mulher paquistanesa será recebida nesta sexta-feira (28) no Palácio do Eliseu. "Desde sua condenação em 2010 por blasfêmia, a França se mobilizou ao lado de Asia Bibi", disse o Eliseu.

A blasfêmia é uma questão muito delicada no Paquistão, onde meras acusações são às vezes suficientes para levar a linchamentos mortais.

Os cristãos, que representam cerca de 2% da população do Paquistão, cuja maioria esmagadora é muçulmana, são uma das comunidades mais renegadas no país.

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