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Coronavírus/Mundo

Epidemia do coronavírus leva países a tomarem medidas drásticas para conter propagação

Funcionários de uma empresa especializada em desinfecção limpam uma estação de metro em Seul, na Coreia do Sul, em 28 de Fevereiro de 2020.
Funcionários de uma empresa especializada em desinfecção limpam uma estação de metro em Seul, na Coreia do Sul, em 28 de Fevereiro de 2020. REUTERS/Kim Hong-Ji

O rápido avanço do coronavírus Covid-19 pelo mundo leva vários países tomarem medidas drásticas para evitar a propagação. O Japão decidiu fechar suas escolas públicas por quase dois meses e a Arábia Saudita não receberá mais muçulmanos em Meca e na mesquita de Medina para a tradicional peregrinação.

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O complexo de parques temáticos Tóquio Disneyland e Tóquio Disney Sea, nos subúrbios da capital japonesa, permanecerá fechado durante duas semanas diante da propagação do novo coronavírus, anunciou o operador nesta sexta-feira.

No total, 40 países - entre eles o Brasil - registraram casos, num total de cerca de 81 mil infecções. Na China, o balanço foi de 327 novos casos nesta sexta-feira (28) e 44 mortos - o número mais baixo no país desde o dia 24 de janeiro.

Na Coreia do Sul, 571 novos casos foram notificados em 24 horas. No Irã - país mais atingido pela doença no Oriente Médio - foram anunciadas 106 novas contaminações.

A Nigéria anunciou seu primeiro caso da doença nesta manhã. Até esta sexta-feira, havia apenas duas pessoas contaminadas em todo continente africano: um no Egito e outro na Argélia.

Na Itália, principal foco da epidemia na Europa, o número de casos passou para 650 nesta sexta-feira, contra 400 na véspera. No total, 17 pessoas já morreram no país.

A Suíça anunciou nesta sexta-feira que todos os eventos públicos que reúnam mais de mil pessoas estão proibidos até 15 de março. Desde terça-feira (25), o país já anunciou 15 contaminados pelo Covid-19.

A Lituânia anunciou nesta manhã seu primeiro caso de coronavírus, uma mulher de 39 anos que viajou para a Itália. Após testes, ela foi rapidamente colocada em quarentena em um hospital do norte do país.

38 infectados na França

Na França, o número de contaminações passou na noite de quinta-feira para 38. Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, 12 pacientes estão curados, 24 estão hospitalizados e dois morreram - um deles não tinha viajado para áreas de risco nem tido contato com uma pessoa contaminada. Isso significa que houve transmissão local e o vírus agora circula no país.

A região de Oise, perto do Paris, de onde era oringinário o professor francês que faleceu na quarta-feira (26), registrou 12 contaminações. As autoridades sanitárias continuam buscando o chamado "paciente zero", ou seja, primeiro a contrair a doença no território.

A França colocou os cidadãos que voltaram de Wuhan em quarentena, e pediu que viajantes que estiveral no norte da Itália, China, Cingapura e Coreia do Sul que fiquem isolados por 14 dias.

Segundo o ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, 2 mil estudantes não voltaram para a escola das férias de inverno, neste mês de fevereiro, porque estiveram em zonas de risco. Muitos assalariados estão trabalhando em casa por medidas de prevenção.

A reportagem da RFI conversou com o microbiologista Pierre Edouard Fournier, em Marselha, no sul da França. Ele diz que muitos cidadãos vão espontaneamente aos laboratórios testar se têm ou não o vírus. "Várias pessoas apresentam sintomas respiratórios, principalmente gente que volta da Itália. São mais ou menos quarenta por dia."

Cooperação europeia

"A luta contra a epidemia requer uma cooperação europeia", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do premiê italiano, Giuseppe Conte, em Napóles. O presidente americano Donald Trump disse na quinta-feira (27) que os Estados Unidos estão preparados para reagir a uma pandemia. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o momento é decisivo e o mundo, de forma geral, não está pronto para enfrentar o vírus.

Em um contexto de forte preocupação em torno do vírus, as principais bolsas europeias fecharam ontem em forte baixa. Paris registrou -3,32%, Londres -3,50, Madri -3,55. Já a Bolsa de Nova York perdeu, desde o início da semana, mais de 11%.

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 não consideram o cancelamento ou o adiamento do evento devido ao surto de coronavírus, caso não haja recomendação da OMS ou outro órgão regulador, declarou o Comitê Olímpico Internacional (COI) na quinta-feira.

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