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Testes com hamsters mostram eficácia de máscaras contra propagação do coronavírus

Experimento mostrou que a transmissão do coronavírus entre os hamsters foi reduzida a mais de 60% com a utilização das máscaras.
Experimento mostrou que a transmissão do coronavírus entre os hamsters foi reduzida a mais de 60% com a utilização das máscaras. AFP - FREDERICK FLORIN

Uma equipe de cientistas da universidade de Hong Kong revelou que testes de máscaras realizados com hamsters se mostraram eficazes para barrar a propagação do novo coronavírus. Essa é uma das primeiras pesquisas que apontam que a proteção, subestimada por muitos governos ocidentais no início da pandemia, pode impedir que doentes ou pacientes assintomáticos infectem outros indivíduos.

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Dirigido pelo professor Yuen Kwok-yung, um dos grandes especialistas em coronavírus de Hong Kong, o estudo se baseou na experiência com 45 hamsters: um grupo foi contaminado pela Covid-19 e outro permaneceu sadio. Máscaras cirúrgicas foram posicionadas entre algumas gaiolas, com um fluxo de ar saindo do espaço dos animais doentes em direção aos saudáveis.

Os resultados do experimento mostraram que a transmissão do vírus foi reduzida em mais de 60% com a utilização das máscaras. A taxa de contágio baixou para um pouco mais de 15% quando as máscaras foram instaladas na gaiola dos animais doentes e diminuiu em 35% quando protegiam o espaço dos hamsters saudáveis. Além disso, dois terços dos hamsters foram contaminados em uma semana quando as máscaras foram retiradas.

O professor Yuen Kwok-yung garante que todos os hamsters infectados sobreviveram e se curaram após o experimento.

Utilização de máscara é essencial durante a pandemia

Em coletiva de imprensa no domingo (17), o professor Yuen Kwok-yung lembrou a importância das máscaras nessa pandemia. “Sabemos agora que uma grande parte das pessoas infectadas não apresentam sintomas, então a utilização de máscaras por todos é realmente muito importante”, afirmou.

O especialista é um dos microbiologistas que descobriu o vírus Sras em 2003, que deixou cerca de 300 mortos em Hong Kong. Desde o início da pandemia de Covid-19, ele recomendou o uso de máscaras pela população para se proteger da doença.

Quatro meses após o aparecimento dos primeiros infectados por coronavírus na China, Hong Kong conseguiu limitar o número de casos a mil e a quantidade de mortos a apenas quatro. Especialistas acreditam que a utilização de máscaras, bem como a realização de testes e rastreamento de doentes, são as razões do sucesso do território de 7,5 milhões de pessoas no combate à doença.

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