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ONU/Assembleia/Clima

Brasil cobra resultado ambicioso nas discussões sobre clima

Reportagem publicada em 22/09/2009 Última atualização 23/09/2009  11:28 TU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon (à esquerda), e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, na abertura do encontro sobre clima.  Foto: UN

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon (à esquerda), e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, na abertura do encontro sobre clima.
Foto: UN

Os líderes mundiais participam hoje de um dia de debates sobre as mudanças climáticas, no encontro sobre clima que acontece em paralelo à 64ª Assembleia Geral da ONU em Nova York. O Brasil, representado pelo chanceler Celso Amorim, defende um compromisso ambicioso dos países ricos sobre as metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, na manhã de hoje, decepcionou os ambientalistas. Obama lançou um apelo para uma ação mundial rápida e audaciosa para combater o aquecimento global e evitar uma catástrofe irreversível, mas não apresentou metas concretas de redução das emissões de gás carbônico. Obama comentou os esforços de seu governo nos oito primeiros meses de mandato, mas decepcionou ao não apresentar medidas e metas que poderiam dar um novo impulso às discussões sobre o combate ao efeito estufa. O presidente dos Estados Unidos fez nova pressão para os países emergentes adotarem medidas para diminuir suas emissões.

A briga entre ricos e emergentes é acompanhada de perto pelo grupo de 42 países insulares do planeta. Reunidos na véspera da abertura do encontro, eles assinaram um documento pedindo ações urgentes para evitar o que chamam de genocídio silencioso. Países como as Ilhas Tonga, Granada e Cabo Verde, entre outros, afirmam que podem desaparecer do mapa se as temperaturas do planeta subirem mais de 1,5 grau celsius. A mobilização é uma resposta à última reunião do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo, mais a Rússia, que decidiu limitar o aquecimetno do globo a 2 graus.

Assembleia da ONU

Chefes de governo e de Estado de todo o mundo estão chegando a Nova York para participar da assembleia geral da ONU, que será realizada entre os dias 23 e 30 de setembro. A semana será de intensas discussões sobre as mudanças climáticas, o programa nuclear do Irã, as negociações de paz entre israelenses e palestinos e a reforma do sistema financeiro internacional.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi o primeiro a chegar em Nova York para ter encontros bilaterais. Nesta segunda-feira, Amorim se reuniu com ministros de países como Índia, África do Sul e do Reino do Butão. Ao comentar as discussões sobre o clima, Amorim disse que a principal proposta do Brasil é lutar contra a poluição. O combate às mudanças climáticas e a crise econômica devem ser os temas dominantes do discurso de quarta-feira do presidente Lula, na abertura da assembleia geral.

Lula recebe prêmio e faz reuniões bilaterais

Ontem, logo após sua chegada a Nova York, o presidente Lula recebeu o prêmio Woodrow Wilson de Serviços Públicos. Segundo a instituição, a premiação é dada para pessoas que se destacam na busca pela democracia. De acordo com o presidente do instituto, Lee Hamilton, Lula teve importância decisiva no fim do regime militar e abriu caminho para a consolidação da democracia no Brasil.

Esta é a terceira vez que um brasileiro recebe o prêmio por serviços públicos, porém é a primeira vez que um político é condecorado. O jornalista Ruy Mesquita e a fundadora da pastoral da criança Zilda Arns receberam o prêmio anteriormente.

ÁUDIO

Cleide Clock

Correspondente da RFI em Nova York

22/09/2009

 

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