Ehud Barak, de 65 anos, físico, ex-general e ex-primeiro-ministro de Israel, conquistou a presidência do Partido Trabalhista por estreita margem. Com 51 por cento dos votos, ele superou seu adversário Ami Ayalon por apenas 4 pontos. Essa vitória partidária reabilita Barak no plano político nacional, encerrando mais de seis anos de isolamento após ele ter organizado a retirada israelense do sul do Líbano, em 2000, quando chefiava o governo. Barak foi então responsabilizado pelo enfraquecimento do poder de dissuasão de Israel. O que não impediu que Barak seja, hoje, o militar mais condecorado do país. Em seu currículo consta também a participação no assalto realizado pelos serviços secretos israelenses para resgatar os reféns do avião da Sabena, sequestrado no aeroporto de Telavive, em 1972. Barak participou da operação disfarçado de mecânico.
Dependerá de Ehud Barak a decisão de ficar ou não na coalizão governamental e de influir na eventual queda do governo do primeiro-ministro Ehud Olmert.
Nesta quarta-feira, o Ministro das Relações Exteriores palestino, Ziad Abou Amr, reagiu à eleição de Barak com esperança de que ele sirva aos interesses da paz no Oriente Médio.
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