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ÁFRICA/FRANÇA

Presidentes africanos na RFI em Paris

Presidentes Idriss Déby, Mahamadou Issoufou e Félix Tshisekedi no Debate africano no Fórum da paz em Paris a 12/11/2019.
Presidentes Idriss Déby, Mahamadou Issoufou e Félix Tshisekedi no Debate africano no Fórum da paz em Paris a 12/11/2019. Anthony Ravera/RFI

Uma série de estadistas africanos deslocaram-se a Paris para participar no Fórum da paz que hoje termina. Eles foram também recebidos nesta terça-feira pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron. A questão do G5 Sahel ou a instabilidade na RDC foram temas evocados. A primeira edição do evento, no ano transacto, coincidiu com os 100 anos do Armistício.

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101 anos após o Armistício que pôs termo à Primeira Guerra Mundial uma série de estadistas, nomedamente do continente negro, estiveram em Paris.

A primeira edição, catapultada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, teve lugar em 2018.

À margem do evento 3 dos presidentes africanos presentes em Paris participaram mesmo esta manhã numa emissão da RFI: os chefes de Estado da RDC, Níger e Chade.

Com o G5 Sahel a ser acusado de ineficácia no combate ao terrorismo, e com enormes dificuldades em garantir financiamentos, Mahmoudou Issoufou, presidente do Níger, lembra que foi a intervenção militar na Líbia levada a cabo em 2011 que desestabilizou toda a região.

"Há decisões que são tomadas sem nós. A decisão de intervir na Líbia, soubemos pela rádio. Ninguém falou comigo, apesar de sermos fronteiriços com a Líbia. Hoje estou a sofrer com as consequências, todos os ataques, todos os mortos !"

Por seu lado o presidente chadiano Idriss Déby lembra que até à intervenção militar na Líbia nunca a África negra tinha assistido a atentados protagonizados por homens bomba.

"Um homem negro, um Africano, alguma vez se viu algum deles a accionar explosivos para morrer ? Vimo-lo pela primeira vez a 21 de Fevereiro de 2014 !

A primeira explosão de um negro que se mata para matar outros negros, isso é algo que não existia na nossa terra. Isso nasceu após a destruição do Estado líbio."

A África ocidental e o norte do continente que até ao momento continuam, efectivamente, sem conseguir estancar o flagelo do terrorismo.

Na África central a República democrática do Congo tem padecido de focos de instabilidade.

O presidente Félix Tshisekédi admite que o antigo Zaire não é o único responsável da situação.

"O Congo Kinshasa como tal não traz consigo sementes de auto-destruição ou de guerra ou instabilidade.

Esta instabilidade chegou à nossa terra, aí também algo por culpa nossa."

O leste da RDC, nomeadamente, continua a ser palco de uma instabilidade crónica, um desafio por resolver para o novo presidente.

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