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ÁFRICA/SENEGAL/FRANÇA

Fórum de Dacar procura soluções para a luta anti-terrorista

Édouard Philippe, primeiro-ministro francês, avista-se com chefe de Estado senegalês, Macky Sall, em Dacar.
Édouard Philippe, primeiro-ministro francês, avista-se com chefe de Estado senegalês, Macky Sall, em Dacar. RFI/Charlotte Idrac

A capital senegalesa acolhe até 19 de Novembro em Dacar o sexto Fórum sobre paz e segurança em África.  O presidente Macky Sall apelou a que a ONU reforce urgentemente os mandatos das operações de paz em zonas assoladas pelo terrorismo, como no Sahel.

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O Fórum decorre na presença de um vasto rol de entidades do continente negro, mas não só, trata-se de um acontecimento informal, sem resoluções finais.

O presidente senegalês, Macky Sall, na abertura do evento advogou o reforço dos mandatos das tropas da ONU no terreno, lançando directamente um apelo à China e à Rússia nesse sentido.

"Não se trata aqui de fazer um processo contra a ONU, mas ela tem que aceitar de reformar a sua forma de funcionar. Isso não depende, bem sei da Secretaria-Geral, depende, antes de mais, é dos próprios Estados, particularmente dos Estados membros do Conselho de segurança.

São eles a poder bloquear quanto à questão dos mandatos.  Precisamos de um mandato robusto no Mali.

A França não é contra, os Estados Unidos, por seu lado, têm uma posição que evoluiu agora. O Reino Unido também está de acordo. É preciso que a Rússia e a China aceitem no que diz respeito ao Sahel que se obtenha um mandato robusto para acabarmos de vez com o que acontece no Sahel.

É urgente uma reforma do sistema das operações de manutenção da paz nas regiões assoladas pelo terrorismo."

O primeiro-ministro francês Edouard Philippe é um dos presentes, chefiando uma delegação de seis ministros.

A questão da luta contra o terrorismo está em cima da mesa ou ainda da nova política migratória de Paris, questões que Edouard Philippe procurou explicar aos responsáveis políticos presentes em Dacar.

"Todos os parceiros têm vocação a estar associados ao G5 Sahel. Os Estados do Sahel, como é óbvio, mas também os Estados costeiros, da Costa do Marfim ao Benim. Mesmo se estes Estados não estão confrontados de maneira directa com a extensão da ameaça terrorista, eles detêm uma parte da solução para a combater.

Quanto à questão da política migratória francesa trata-se de um assunto delicado, tanto em França como aqui.

Retomar o controlo da política migratória significa que a atribuição de autorizações de residência deve obedecer a princípios claros e não ser o fruto de uma forma de passividade.

Na realidade signfica que quando se diz "sim" se acolha correctamente as pessoas a quem se disse "sim".

E que quando se diz "não" levamos de volta essas pessoas de regresso à sua terra porque elas não têm vocação em ficar no nosso país."

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